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1 de maio de 2020

Em entrevista a site, Lula descarta candidatura em 2022 e ataca "mau-caratismo de Moro"; confira

Em entrevista a site, Lula descarta candidatura em 2022 e ataca "mau-caratismo de Moro"; confira

A mais de dois anos das eleições de 2022, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva descartou que será candidato à Presidência novamente. Em entrevista ao colunista do UOL, Leonardo Sakamoto, Lula disse que já estará com 77 anos em 2022 e tem a intenção de ser apenas um "cabo eleitoral".
"Fico olhando minha vida, já fui longe demais. Acho que quando chegar 2022, o PT terá candidato. Eu, sinceramente, vou estar com 77 anos quando chegar outubro de 2022. Se eu tiver juízo, tenho que ajudar com que o PT tenha outro candidato e que eu seja um bom cabo eleitoral. Quero ajudar a eleger alguém que tenha compromisso com o povo trabalhador", disse ele na manhã desta quinta-feira (30/4).
"Para que eu fosse candidato em 2022, teria que estar com 100% de saúde, com a disposição que eu tenho agora, porque não posso ser candidato e ficar um velhinho arrastando o pé dentro do Palácio, isso não é bom. Já prestei serviço para o país. Espero que o Brasil e o PT não precisem de mim", completou.
Lula chegou a ser anunciado candidato à Presidência em 2018, mas teve o seu nome barrão pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele lembrou, ainda, de 2016, quando teve proibida a sua nomeação para ser ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff (PT). "Eu, na época, não falei nada.Você não vai encontrar uma frase minha contra a decisão do Gilmar (Mendes). A indicação de um ministro é papel do presidente, não pode um juiz da Suprema Corte evitar. Alguns dias depois veio o golpe, o Moreira Franco foi indicado (por Michel Temer) e ninguém vetou", recordou.
"Mau-caratismo de Moro"
O ex-presidente comentou o discurso do ex-ministro Sérgio Moro, quando anunciou sua demissão do governo Bolsonaro e citou governos anteriores, quando tratou de liberdade à Polícia Federal. "[Esse pronunciamento] só demonstra o mau-caratismo do Moro. Ele utilizou o PT para atacar o Bolsonaro. Ele foi lambe-botas do Bolsonaro até o dia em que saiu. Para ser honesto, Moro poderia ter dito também que cuidamos do Ministério Público bem, que eu garantia autonomia a todos os indicados ao meu governo", disse.
"Ele sabe que nós, em nenhum momento, tentamos travar ou dificultar qualquer investigação feita no país, ele sabia disso e poderia ter dito isso. Inclusive, poderia ter dito: eu quero pedir desculpa pelo julgamento do Lula, eu sou mentiroso, eu estava julgando politicamente, o apartamento não é do Lula. Eu inventei aquela história e, como não tinha prova, falei que era crime indeterminado", afirmou.

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