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30 de julho de 2020

Prescrição médica de hidroxicloroquina cresce mais de 800% durante pandemia, diz pesquisa

Um levantamento feito pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) mostra que a prescrição médica de cloroquina e hidroxicloroquina cresceu mais de 800% neste ano, mesmo sem eficácia científica comprovada para pacientes com coronavírus. 
Segundo os dados do CFF, os primeiros cinco meses de 2020 em comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento foi de 676,89% para a cloroquina e 863,34% para a hidroxicloroquina. A primeira passou de 238 para 1.849 prescrições nos cinco primeiros meses deste ano, enquanto a segunda droga saltou de 1.978 para 19.055 em 2020. 
Prescrição médica de hidroxicloroquina cresce mais de 800% durante pandemia, diz pesquisa
A pesquisa teve como base a plataforma Memed, usada por médicos para fazer prescrição digital ao paciente. No ano passado, o sistema contava com 60 mil médicos cadastrados e neste ano, a plataforma dobrou, com 120 mil profissionais.
O CFM autorizava a prescrição da cloroquina em três situações: o medicamento era recomendado para paciente com sintomas leves, em início de quadro clínico e diagnóstico confirmado; era válido para paciente com sintomas importantes, com ou sem recomendação de internação; para quadros críticos na UTI, em ventilação mecânica.
DROGA NÃO FUNCIONA
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou em 17 de junho que decidiu interromper experimentos com hidroxicloroquina para tratamento de Covid-19 no estudo Solidarity, realizado em vários países, com pacientes hospitalizados.
Uma pesquisa feita pelos maiores hospitais do Brasil mostrou que a hidroxicloroquina não tem eficácia em pessoas que contraíram o novo coronavírus e apresentam quadro leve ou moderado da doença. O resultado foi publicado no dia 23 de julho no jornal New England Journal of Medicine.
Dentre os pacientes, 217 receberam hidroxicloroquina e azitromicina, enquanto 221 receberam só a hidroxicloroquina e 227 não tomaram nenhuma das duas drogas. Segundo a Folha de S. Paulo, 15 dias depois, 69% do primeiro grupo, 64% do segundo e 68% do terceiro já estavam em casa sem limitações respiratórias, o que mostra que tomar o medicamento não fez nenhuma diferença significativa. O
número de mortes dos infectados ficou em torno de 3% em todas as três equipes.

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