O motorista aposentado Djlama Souza Santos, 65 anos, era cuidadoso com os sogros, principalmente com o pai da mulher dele, de 90, que não anda. Era Djalma quem dava banho e colocava o sogro para tomar banho de sol. Na noite desta quinta, alguém de fora gritou que o portão da casa dos sogros estava aberto. Quando saiu para verificar, Djalma foi baleado várias vezes e morreu no local, no bairro de Valéria. Pelo menos duas pessoas teriam participado da execução.
Djalma era querido em Valéria e moradores acreditam que a emboscada foi realizada por traficantes da região. A hipótese é de que bandidos achavam que Djlama teria dado informações à polícia, que resultou na morte de um comparsa durante um confronto no bairro há pouco mais de uma semana. O corpo dele será enterrado às 16h desta tarde, no Cemitério Bosque da Paz.
O crime aconteceu na Travessa das Roseiras, na localidade de Nova Brasília de Valéria, por volta das 18h. Segundo testemunhas, Djalma estava em casa, no segundo andar, quando alguém gritou pelo nome dele, dizendo que o portão da casa vizinha, onde moram os sogros, não estava fechado. “Um dos bandidos disse: ’Seu Djalma, venha cá fora ver. O portão da casa ao lado está aberto’. Ele era pessoa muito preocupada com os pais da mulher dele. Ele temia que acontecesse alguma coisa com eles, porque às vezes a sogra saia e não trancar o portão. Quem fez, já sabia disso. Inocentemente ele caiu na cilada’”, contou um morador.
Djalma teve o corpo perfurado de balas. “Tinha tiro em todas partes do corpo, tórax, braço, perna. A maioria dos tiros foi dado na cabeça. Muita crueldade que fizeram com ele. Uma pessoa ruim não merecia um fim desses, imagina ele, uma pessoa do bem, querida por todos aqui”, disse uma moradora. Ainda segundo a população local, o crime foi praticado por pelo menos duas pessoas. “Depois dos tiros, dois homens saíram correndo, um deles segurava uma arma”, relatou outro morador.
Criação
Pai de seis filhos, cada um com uma mulher diferente, Djalma morava no bairro de Valéria há quatro anos, com a atual mulher de a sobrinha dela, 11, a quem criava como filha. “A menina que já era órfão de pai e mãe, ficou agora sem o pai de crianção”, disse uma vizinha. “Ele nunca dizia ‘não’ para ninguém. Sempre prestativo. Hoje em dia, quem é que vai parar seu tempo para ajudar a cuidar dos sogros como ele fazia? Ele limpava e dava banho no pai da mulher”, complementou a vizinha. Ainda de acordo com a vizinhança, Djalma trabalhou como motorista da Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpub).
Pai de seis filhos, cada um com uma mulher diferente, Djalma morava no bairro de Valéria há quatro anos, com a atual mulher de a sobrinha dela, 11, a quem criava como filha. “A menina que já era órfão de pai e mãe, ficou agora sem o pai de crianção”, disse uma vizinha. “Ele nunca dizia ‘não’ para ninguém. Sempre prestativo. Hoje em dia, quem é que vai parar seu tempo para ajudar a cuidar dos sogros como ele fazia? Ele limpava e dava banho no pai da mulher”, complementou a vizinha. Ainda de acordo com a vizinhança, Djalma trabalhou como motorista da Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpub).