Governador do estado reforça para atuação permanente no ajuste fiscal e admite atraso nos repasses do governo federal
O governador Rui Costa reuniu jornalistas no início da tarde desta terça-feira (20). Em meio a balanços de sua gestão e a crise econômica brasileira, abordou também outros assuntos. Para o petista, somente um grande pacto de governança pode tirar o país da instabilidade em que se encontra. "Um pacto que envolvesse as diversas forças políticas, uma pacificação institucional e política. Enquanto não pacificar, o país não voltará a crescer. A economia vive de expectativas. Nao tem lugar no mundo que a economia cresceu com crise", explicou.
Segundo o governador, é necessária atuação permanente no ajuste fiscal do estado. "Me reúno com os secretários toda semana. O ajuste não para, ele é permanente. Votando lei, fazendo decreto, cortando gasto, relicitando contratos, passando a peneira cada vez mais fina. É igual a alguém que está de regime, que vai perdendo peso aos poucos. Se não apertar o cinto, as calças caem", disse ele, adiantando que não deve reajustar salários até que a situação econômica do país melhore.
A relação com governo federal também tem sido difícil, segundo Rui Costa, inclusive com atraso em repasses. "Tem atrasado do metrô e também de várias obras. O atraso é em função da crise fiscal, também era assim com Dilma. Não posso falar de perseguição política. Não é difícil só para mim. Está assim até para os aliados políticos do governo federal, explicou Rui Costa, admitindo que às vezes antecipa dinheiro do estado para que as obras não parem.