A dinastia LGBTQ+ tomou conta do Carnaval ao som de Pabllo Vittar


Cantora desfilou no carnaval de Salvador pelo segundo ano consecutivo
Foi paixão, não foi miragem. Deu K.O. Foi guerreira, de primeira. Um punhado de músicas de Pabllo Vittar podem definir como foi a segunda passagem da cantora pelo carnaval de Salvador.
Durante todo o percurso, da Barra até a Ondina o bloco, pipoca, esteve cheio. Na verdade, desde a concentração os foliões e fãs dela já marcaram presença. Gente como o cabeleireiro Maurílio Neto, 38, que chegou para a concentração às 18h, quando o trio ainda estava na altura do Hospital Espanhol.
Com um look composto por um maiô branco, uma meia-calça da mesma cor e uma peruca loiríssima, Maurílio fez sucesso enquanto a Pabllo não dava o ar da graça. O trio estava previsto para sair às 20h30, mas o bloco só saiu do Farol da Barra às 21h35.
Contudo, teve gente que saiu de longe e até deu uma paletada da estação da Lapa até o circuito. Ou seja: um simples atraso não seria suficiente para diminuir a euforia de ninguém. Foi o caso do quarteto, ou melhor, o "squad" formado por Dênice Oliveira, Vitor Rodrigues, Samir Ricardo e Harry Lima, que saiu do bairro de Pau da Lima para acompanhar a Pabllo.  
"Estamos aqui porque ela é maravilhosa e representa muito pra nós", contou Harry.  
A andada de quase 4 km ainda seria complementada por todo Circuito Dodô. Mas era só mais uma coisa que não desanimaria ninguém.
"A gente ainda chegou mais rápido, menino! E ainda vamos andar até a Ondina, viu?!", afirmou Dênice.  
Ainda teve quem veio de mais longe para acompanhar Pabllo. Vindos de cantos e encantos diferentes, os amigos Felipe Renan, Daniel Marcelino, Stephani Pedrotti e Leticia Xavier saíram, na ordem de Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e Registro-SP.
Daniel, que é engenheiro agrônomo e tem 28 anos, contou que já aproveitaram várias pipocas aqui na capital baiana: Saulo, Anitta, Aline Rosa, Margareth, Daniela... mas a mais esperada foi a da Pabllo.
"Hoje eu só paro no chão, bebê!", contou Daniel, que é agrônomo e montou sua fantasia de cheerleader para ver a cantora.
Atrás do trio elétrico
Depois que o bloco saiu, uma multidão foi junto com a Pabllo. O repertório teve hits mais recentes comia Disk Me, sucessos anteriores como Seu Amor e, como não podia faltar na festa de momo, Eu Não Espero o Carnaval Chegar pra ser vadia.
Enquanto se acabava na pipoca, a advogada Andrea Santana, 37, contou que a participação de Pabllo Vittar é mais um forma de mostrar que o carnaval pode ser a festa mais inclusiva do mundo.
"Você pode ver gente de todo o tipo aqui. Todo mundo numa boa. Trans, gay, lésbica, até uns héteros na deles, curtindo a festa", contou.
A própria Pabllo Vittar comentou sobre a força de seu público logo quando iniciou o circuito. Ela comemorou o espaço no carnaval pelo segundo ano consecutivo e vibrou com a quantidade de pessoas acompanhando o trio.
"A nossa voz ainda vai chegar muito longe", gritou a cantora.
A dona da festa não poderia chegar sem fantasia. E a Pabllo ousou bastante: foi de mulher-gato, toda trabalhada na máscara e no fio dental. Quem também investiu em um look ousado foi a cantora argentina Lali Espócito, que fez uma participação no trio com Pabllo. As duas gravaram juntas a música ‘Caliente’.
"Maravilhosa! Qualquer festa dessas que aparecer eu copio o look. E ainda diminuo o fio porque eu sou poc mesmo", contou o folião Rafael Cerqueira, de 22 anos.
O bloco estava muito cheio. E naquele esquema do "tá um empurra-empurra aqui, mas tá gostoso", aquela legião seguiu cantando, dançando e fazendo do carnaval uma verdadeira avalanche LGBT. "Salvador é isso, amore!", exclamou um folião que passava em êxtase pela corda que isolava a frente do caminhão. 
Para quem viu aquela diversidade de sorrisos, fantasias, danças e estilos convivendo tão bem só resta a pergunta: ora, e por que não ser?

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