Série do JN sobre os 50 anos da chegada do homem na Lua mostra o trabalho de um mineiro que trabalhou no pouso perfeito do veículo-robô Curiosity em 2012 em Marte.
No cinquentenário da conquista da Lua, um dos próximos objetivos da Agência Espacial Americana é enviar um astronauta para Marte. Na terceira reportagem especial do Jornal Nacional, os correspondentes Tiago Eltz e Sherman Costa mostram o que a Nasa já descobriu no planeta vermelho.
Faz 50 anos que o homem pisou na Lua e depois continuou mandando várias missões para lá, tripuladas ou não. Mas as comemorações não são de missões para a Lua não - são todas comemorações de missões para Marte.
O planeta vermelho é o futuro, a próxima fronteira espacial. Mas a Nasa já mandou 19 missões bem-sucedidas para lá – a primeira, ainda antes de o homem pisar na lua.
A sala de controle poderia ser chamada de sala da emoção. É de onde os engenheiros e os cientistas acompanham, controlam o lançamento e as chegadas das missões em Marte. É onde acontecem aquelas imagens famosas de todo mundo comemorando quando tudo dá certo.
Quando não tem nenhum lançamento ou pouso acontecendo, eles gerenciam as informações, que são mandadas ndas diversas missões que estão acontecendo no espaço agora.
Em 52 anos de exploração já mapeamos toda a superfície de Marte. Encontramos argila, titânio, alumínio e ferro, muito ferro. E é a poeira de ferrugem que deixa a atmosfera avermelhada.
Também já descobrimos água lá, congelada e também líquida, em lagos subterrâneos, e sabemos que, uns 3,5 bilhões de anos atrás, o planeta tinha rios e uma atmosfera que teria permitido a existência de oceanos.
Tudo bem parecido com a Terra.
Mas ainda não conseguimos responder à pergunta: já existiu vida em Marte? Já chegamos perto de saber e com a ajuda de um brasileiro. O mineiro Ivair Gontijo foi um dos responsáveis pelo pouso perfeito do veículo robô Curiosity em 2012.
“Eu trabalhei num radar que controlou a descida final no planeta Marte. O nosso radar tinha que detectar o solo, medir a altitude e medir a velocidade de descida. Como o pessoal brincava, eu dizia: ‘Olha, se o radar de vocês não funcionar, o resto é irrelevante porque vai virar um monte de ferro velho lá na superfície de Marte’”.
O Curiosity já havia encontrado material orgânico e em 2019 descobriu gás metano na atmosfera de Marte. A Nasa tenta agora verificar se o gás foi produzido por algum micróbio marciano.
“Ele já foi muito parecido com a Terra, hoje ele é muito diferente. Então a gente quer entender isso. E é um lugar que a gente já sabe que teve todas as condições para que, se a vida tivesse formado lá, ela iria prosperar, iria para a frente. Então Marte já foi habitável no passado”, disse Gontijo.
Agora Ivair está trabalhando no próximo passo da exploração de Marte. O Mars 2020 vai coletar amostras do solo de Marte e colocar em tubinhos. Um próximo robô, previsto para 2026, vai buscar essas amostras.
Agora, com tanta tecnologia e conhecimento, por que não mandamos ainda uma pessoa para lá?
“Os desafios são diferentes, Marte é muito mais distante. A viagem gasta oito meses e meio, quase nove meses, em vez de três dias, como foi ir para a Lua. Então imagina só produzir oxigênio, produzir ar e comida para essa viagem de ida? E para a viagem de volta? Tudo é muito mais complexo”.
Complexo, mas não impossível. Para Ivair, Marte cabe nos nossos limites de exploração.
“Ainda é um desafio gigantesco, mas já é um desafio de bom tamanho para a humanidade entender como um planeta evoluiu, como esse planeta, Marte, foi muito parecido com a Terra num passado distante, e hoje é muito diferente. O que aconteceu lá? A gente não sabe”, disse Ivair.
No cinquentenário da conquista da Lua, um dos próximos objetivos da Agência Espacial Americana é enviar um astronauta para Marte. Na terceira reportagem especial do Jornal Nacional, os correspondentes Tiago Eltz e Sherman Costa mostram o que a Nasa já descobriu no planeta vermelho.
Faz 50 anos que o homem pisou na Lua e depois continuou mandando várias missões para lá, tripuladas ou não. Mas as comemorações não são de missões para a Lua não - são todas comemorações de missões para Marte.
O planeta vermelho é o futuro, a próxima fronteira espacial. Mas a Nasa já mandou 19 missões bem-sucedidas para lá – a primeira, ainda antes de o homem pisar na lua.
A sala de controle poderia ser chamada de sala da emoção. É de onde os engenheiros e os cientistas acompanham, controlam o lançamento e as chegadas das missões em Marte. É onde acontecem aquelas imagens famosas de todo mundo comemorando quando tudo dá certo.
Quando não tem nenhum lançamento ou pouso acontecendo, eles gerenciam as informações, que são mandadas ndas diversas missões que estão acontecendo no espaço agora.
Em 52 anos de exploração já mapeamos toda a superfície de Marte. Encontramos argila, titânio, alumínio e ferro, muito ferro. E é a poeira de ferrugem que deixa a atmosfera avermelhada.
Também já descobrimos água lá, congelada e também líquida, em lagos subterrâneos, e sabemos que, uns 3,5 bilhões de anos atrás, o planeta tinha rios e uma atmosfera que teria permitido a existência de oceanos.
Tudo bem parecido com a Terra.
Mas ainda não conseguimos responder à pergunta: já existiu vida em Marte? Já chegamos perto de saber e com a ajuda de um brasileiro. O mineiro Ivair Gontijo foi um dos responsáveis pelo pouso perfeito do veículo robô Curiosity em 2012.
“Eu trabalhei num radar que controlou a descida final no planeta Marte. O nosso radar tinha que detectar o solo, medir a altitude e medir a velocidade de descida. Como o pessoal brincava, eu dizia: ‘Olha, se o radar de vocês não funcionar, o resto é irrelevante porque vai virar um monte de ferro velho lá na superfície de Marte’”.
O Curiosity já havia encontrado material orgânico e em 2019 descobriu gás metano na atmosfera de Marte. A Nasa tenta agora verificar se o gás foi produzido por algum micróbio marciano.
“Ele já foi muito parecido com a Terra, hoje ele é muito diferente. Então a gente quer entender isso. E é um lugar que a gente já sabe que teve todas as condições para que, se a vida tivesse formado lá, ela iria prosperar, iria para a frente. Então Marte já foi habitável no passado”, disse Gontijo.
Agora Ivair está trabalhando no próximo passo da exploração de Marte. O Mars 2020 vai coletar amostras do solo de Marte e colocar em tubinhos. Um próximo robô, previsto para 2026, vai buscar essas amostras.
Agora, com tanta tecnologia e conhecimento, por que não mandamos ainda uma pessoa para lá?
“Os desafios são diferentes, Marte é muito mais distante. A viagem gasta oito meses e meio, quase nove meses, em vez de três dias, como foi ir para a Lua. Então imagina só produzir oxigênio, produzir ar e comida para essa viagem de ida? E para a viagem de volta? Tudo é muito mais complexo”.
Complexo, mas não impossível. Para Ivair, Marte cabe nos nossos limites de exploração.
“Ainda é um desafio gigantesco, mas já é um desafio de bom tamanho para a humanidade entender como um planeta evoluiu, como esse planeta, Marte, foi muito parecido com a Terra num passado distante, e hoje é muito diferente. O que aconteceu lá? A gente não sabe”, disse Ivair.
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