Principal cientista nuclear do Irã é assassinado a tiros e Teerã acusa Israel pelo crime


O Ministério da Defesa do Irã está acusando Israel pela morte de Mohsen Fakhrizadeh, cientista nuclear iraniano proeminente, descrito como o guru do programa nuclear daquele país. Fakhrizadeh foi baleado por quatro homens, nesta sexta-feira (27/11), na cidade de Absard, 70 Km a leste de Teerã. O governo do país nega o envolvimento com o crime.

Testemunhas afirmam ter ouvido o barulho de uma explosão e em seguida o som de rajadas de metralhadoras. O cientista chegou a ser socorrido para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos, apesar de ser, segundo o jornal "New York Times",  um dos maiores alvos da Mossad, o serviço de inteligência israelense.

"Durante o confronto entre sua equipe de segurança e os terroristas, Mohsen Fakhrizadeh ficou gravemente ferido e foi levado ao hospital. Infelizmente, a equipe médica não conseguiu reanimá-lo e, há poucos minutos, esse importante cientista, após anos de esforço e luta, atingiu um alto grau de martírio", disse o Ministério da Defesa iraniano ao confirmar a morte do cientista.

As forças de segurança de Absard bloquearam a avenida onde ocorreu o ataque. Um porta-voz dos militares israelenses disse à imprensa que "não comentamos sobre notícias na mídia estrangeira". O gabinete do primeiro-ministro de Israel declarou que não comentaria "sobre tais relatos". Já o  ministro das Relações Exteriores iraniano, Javad Zarif, usou as redes sociais para classificar o assassinato como uma covardia e um ato terrorista. Ele diz que há sérias indicações do papel israelense no atentado.

"Terroristas assassinaram um eminente cientista iraniano hoje. Esta covardia - com sérias indicações do papel israelense mostra uma guerra desesperada contra os perpetradores. O Irã apela à comunidade internacional - e especialmente à UE - para acabar com seus vergonhosos padrões duplos e condenar este ato de terror de Estado", escreveu Zarif no Twitter.

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