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11 de dezembro de 2020

Mais de 140 toneladas de uvas passas contaminadas são interceptadas pela Vigilância no Brasil

Mais de 140 toneladas de uvas passas contaminadas foram impedidas de comercialização pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro/Mapa), pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov), e pela Superintendência Federal de Agricultura no Estado de São Paulo (SFA/SP).

Segundo o Ministério da Agricultura, a interceptação das cargas, que eram importadas, ocorreu em postos de fronteira do Porto de Santos e do Porto Seco de Foz do Iguaçu (PR). Os produtos foram bloqueados ao longo dos últimos meses e superam o limite permitido de ocratoxina A (conhecida sob a sigla OTA), uma substância produzida por alguns tipos de fungos.

Em condições ambientais adequadas, a substância pode estar presente em produtos alimentares, como cereais, frutos secos, café, cacau, uvas, e processados, como vinho, cerveja ou sumos de fruta. No entanto, excedendo o limite permitido de micotoxina torna-se tóxica, é prejudicial à saúde, de acordo com as autoridades.

“Já foram bloqueadas cargas de uva passa com mais de nove vezes o limite máximo permitido de ocratoxina. O Mapa está atuando com rapidez para esses bloqueios e a vigilância sanitária municipal também foi acionada. Estamos trabalhando com todo o empenho para que nenhum produto contaminado chegue à mesa do consumidor", informa o auditor fiscal da operação, Tiago de Dokonal Duarte. 

Conforme a Instrução Normativa (SDA/Mapa), lotes importados de amendoim, milho, amêndoas, pistache, frutas secas e milho de pipoca, incluindo os seus subprodutos, somente poderão ser liberados para a comercialização no Brasil após a análise de micotoxinas feita por laboratórios credenciados pelo Mapa. 

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