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09 fevereiro, 2021

Anderson, do Molejo, afirma em depoimento ter combinado encontro sexual com cantor 24 horas antes

O pagodeiro Anderson de Oliveira, conhecido como Anderson Leonardo, vocalista do grupo Molejo, afirmou em depoimento que combinou, na noite de 10 de dezembro, o encontro para “manter relações sexuais” com o cantor e dançarino Maycon Douglas Porto do Nascimento Adão, o MC Maylon. Em sua versão, ele contesta que tenha havido abuso sexual.

A relação foi consumada no último dia 11 de dezembro, no hotel Queen, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. No depoimento, prestado ao delegado Reginaldo Guilherme, titular da 33ª DP (Realengo), o pagodeiro conta ter conhecido o cantor e dançarino em julho do ano passado, quando teria sido abordado pela mãe do jovem para mostrar o trabalho do artista. Ele disse que eles agendaram uma reunião no seu escritório, na semana seguinte, que contou com a participação ainda do padrasto de Maicon. As informações são do jornal Extra.

Na ocasião, Anderson disse ter ouvido parte de um CD, considerado o material gravado “bom” e dito que precisaria assistir ao cantor “ao vivo”. Ele relatou ainda que, a partir daí, o rapaz passou a frequentar seus shows. Ele contou que, após avistá-lo em mais de seis apresentações, resolveu dar a ele uma oportunidade, o chamando ao palco, mas “a coisa não deu muito certo”.

Anderson relatou ainda que, em outro momento, chegou a conversar a sós com Maylon sobre depressão, tendo orientado o jovem a parar com pensamentos suicidas. O vocalista do Molejo contou que o cantor chegou a dar três “canjas” em shows seus, acompanhado por um DJ de funk. Em setembro, Maicon teria dito que faria uma homenagem ao pagodeiro, tendo tatuado o rosto do cantor no antebraço direito. Ele frisou também que o jovem sempre demonstrou carinho, pedia para tirar fotos com ele e o chamava de “pai”.

No documento, ele diz não ter agredido Maicon e nega que o teria forçado a fazer sexo com ele. Ele afirmou que, depois da ida ao hotel, o jovem continuou a frequentar seus shows. Nos primeiros dias de janeiro, o pagodeiro diz ter sido procurado pela dona de casa Jupira Pinto, a mãe do cantor e dançarino. Ela o teria chantageado, afirmando que, caso ele não arcasse com os tratamentos médicos do filho, “tudo iria parar na imprensa” e sua carreira seria prejudicada.

A mãe da vítima nega que tenha acontecido chantagem. "Nunca houve chantagem. Quando eu fui conversar com ele, era para pedir que ele visse médico para o Maylon. Expliquei bem para ele, que Maylon precisava de médico depois que ele cometeu isso com o Maylon, que ele fez essa coisa horrorosa. O Anderson fez sem camisinha", enfatizou ela, ao Extra.

A dona de casa concorda que o filho precise de ajuda médica. "Maylon tem 21 anos e Anderson com a idade que tem. Maylon nunca tinha tido parceiro. Falei para ele: eu não tenho condições de levar meu filho para fazer exames particulares. Então eu dependo da ajuda dos meus amigos, como está acontecendo agora", desabafou.

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