Em entrevista, Lula comenta economia, pandemia e critica Bolsonaro; "siga a ciência e feche a boca"


Em entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo, pela Band News FM, na noite desta quinta-feira (1/4), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre a pandemia, economia brasileira e o governo de Jair Bolsonaro. Entre outros comentários, afirmou que gostaria que o atual chefe do Executivo estivesse assistindo à entrevista, pois queria lhe passar um recado: "deixe de ser ignorante, presidente!".

O líder do PT falou que "um governo só consegue governar se tiver duas características: credibilidade e previsibilidade", e questionou: qual é a confiança que o Bolsonaro passa ao povo brasileiro?!". Em outro momento, pediu que o presidente "siga a ciência e feche a boca".

Lula também disse que é contra o governo empresarial, e favorável a um governo que seja "indutor do processe de desenvolvimento", citando a época em que comandou o Brasil. "Quando teve a queda do Lehman Brothers eu liguei pro Obama [ex-presidente dos Estados Unidos]. Eu falava que a crise aqui ia ser uma 'marolinha' porque reforçamos o investimento público com o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e o Banco do Brasil. E o Obama disse que lá ele não tinha como fazer isso", contou.


Em tom mais "debochado", falou que queria saber "o que faz o mercado", e emendou: "o mercado se tivesse juízo ia pra Aparecida do Norte fazer promessa pra eu voltar [...]; A coisa mais importante que oferecemos aos empresários foi mercado. O povo podia comprar".

LAVA JATO

Lula também comentou sobre a anulação - pelo ministro Edson Fachin - de suas condenações na Lava Jato, afirmando que pode dizer que a operação não faz mais parte de sua vida, e que "dorme tranquilo". Em seguida, chamou o ex-juíz Sérgio Moro de mentiroso.

"Lembro que quando entrei na prisão o cara queria que eu tirasse meu cinto, meu cadarço. Eu disse pra ele: 'Cara, não vim aqui pra me enforcar. Eu vim aqui pra provar que o Moro é mentiroso'", disse.

PANDEMIA

O ex-presidente do Brasil revelou, ainda, que "mandou recado" para os presidentes dos Estados Unidos, da França, e da China, Joe Biden, Emmanuel Macron e Xi Jinping, e para a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, referente à pandemia. "Essa crise é uma guerra contra a humanidade. E a única solução é a vacina. Esses governantes precisam se reunir. Lamentavelmente ninguém quer conversar com o Bolsonaro", declarou.

No início da entrevista, Lula já havia falado que "quando tiver vacina para todo mundo, aí todo mundo vai querer voltar a trabalhar".

ELEIÇÕES 2022

Sobre uma possível candidatura em 2022, foi direto: "em 2021, não quero discutir 2022". 


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