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07 junho, 2021

Com denúncia baseada em passagem bíblica, PGR vai avaliar se Bolsonaro cometeu genocídio

Créditos da foto:Agência Brasil

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria Geral da República (PGR) avalie se o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), cometeu o crime de genocídio na pandemia do coronavírus.


O presidente se tornou alvo de uma petição baseada em passagens bíblicas, apresentadas pelo advogado Jefferson de Jesus Rocha. No documento de cinco páginas, Rocha argumenta que "estávamos em um verdadeiro Apocalipse" e que, "desde o mês de março de 2019 tenta alertar os moradores do meu município", a cidade baiana de Caculé, a cerca de 650 quilômetros de Salvador.


"Além de alertar os pastores da minha região, joguei suco de uva na frente das igrejas, vesti roupa de pano de saco, bem como preguei panfletos nas portas das igrejas ainda em 2019", escreveu também o advogado na petição enviada ao STF.


O advogado, depois, liga a ida de Bolsonaro ao Templo de Salomão, da Igreja Universal, à pandemia. Em 2019, o presidente foi ungido por Edir Macedo, líder da igreja. "No ano seguinte, em 2020, surge na China um vírus mortal, que ceifou e está ceifando a vida de milhares de pessoas no Brasil e fora dele, sendo tratado o assunto com puro descaso pelo Poder Executivo Federal." Na sequência, ele cita uma passagem do Apocalipse.


Jefferson não chegou a apresentar provas ou dados concretos, mas acusa o presidente de crimes como charlatanismo, genocídio, “expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente” e fraude processual. Rosa Weeber determinou "a abertura de vista dos autos à Procuradoria Geral da República, a quem cabe a formação da opinio delicti em feitos de competência desta Suprema Corte", já que cabe à Procuradoria tomar posição sobre o tema. A ministra, porém, poderia ter arquivado a ação desde o princípio.


A Covid-19 já causou quase 475 mil mortes no Brasil, tendo contaminado cerca de 17 milhões de pessoas./p>

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