Eleições 2022: Conheça novo modelo de urna eletrônica que será utilizado

TSE ressaltou que as urnas não se conectam a nenhum tipo de rede, internet ou bluetooth


A Justiça Eleitoral apresentou, nesta segunda-feira (13), o novo modelo de urna eletrônica, que será usado pelo primeira vez nas eleições de 2022. Nesta manhã, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, apresentou o equipamento, em entrevista coletiva, após visitar parte da fabricação de urnas em Manaus.


É na capital do Amazonas que são produzidos os módulos que vão compor o novo modelo. De acordo com nota do TSE, a linha de produção da Positivo Tecnologia – que venceu a licitação e vai fabricar 225 mil urnas, de um total de 577 mil que serão usadas nas Eleições Gerais de 2022 – segue rigorosos padrões de segurança.


Cada fase é acompanhada de perto pela equipe da Coordenadoria de Tecnologia Eleitoral (Cotel), da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE.


Desde o início da votação eletrônica no Brasil, em 1996, a Justiça Eleitoral também adquiriu urnas nos anos de 1998, 2000, 2002, 2004, 2006, 2008, 2009, 2010, 2011, 2013, 2015 e 2020. O último modelo utilizado era de 2015.


Dentre as principais mudanças da urna eletrônica modelo 2020 (UE 2020) estão:


  • Terminal do mesário com tela totalmente gráfica, sem teclado físico, e superfície sensível ao toque;
  • Processador do tipo System on a Chip (SOC), 18 vezes mais rápido que o modelo 2015;
  • Bateria do tipo Lítio Ferro-Fosfato: menos custos de conservação por não necessitarem de recarga;
  • Mídia de aplicação do tipo pen-drive, o que traz maior flexibilidade logística para os TREs na geração de mídias;
  • Expectativa de duração da bateria por toda a vida útil da urna.

Além disso, a nova urna eletrônica tornará possível uma celeridade na identificação do eleitorado, o que pode aumentar o número de eleitores por seção ou diminuir eventuais filas.


O TSE ressaltou que as urnas eletrônicas não se conectam a nenhum tipo de rede, internet ou bluetooth. Portanto, para que fosse possível fraudar o equipamento, seria necessário superar mais de 30 barreiras de proteção.


"A urna utiliza o que há de mais moderno em termos de criptografia, assinatura e resumo digitais. Tudo isso garante que somente o sistema desenvolvido pelo TSE e certificado pela Justiça Eleitoral seja executado nos equipamentos", informou.


Para as próximas eleições, somente serão utilizadas urnas de 2009 em diante. Atualmente, o país tem um parque eletrônico estimado de 577.125 equipamentos.

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