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'Número insignificante', diz Bolsonaro sobre mortes de crianças em decorrência da Covid-19


O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a minimizar as mortes de crianças em decorrência da Covid-19, chamando o número de "insignificante". Isso aconteceu na manhã deste sábado (22/1), um dia após o enterro da mãe, D. Olinda, de 94 anos, quando ele saiu da casa da família, em Eldorado, interior de São Paulo, e conversou com moradores e jornalistas por mais de uma hora. 


"Se você analisar 2020, 2021, mesmo na crise da coronavírus, ninguém ouviu dizer que estava precisando de UTI infantil. Não teve. Não tivemos.


Eu desconheço criança baixar no hospital. Algumas morreram? Sim, morreram. Lamento, profundamente, tá. Mas é um número insignificante e tem que se levar em conta se ela tinha outras comorbidades também".


Em dezembro do ano passado, Bolsonaro apoiou a declaração feita pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de que o número de óbitos nessa faixa etária não justificava uma ação emergencial. Agora, em janeiro, o presidente alegou desconhecer mortes de crianças pela doença. Contudo, conforme dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), desde o começo da pandemia até 6 de dezembro de 2021, 301 crianças com idades entre 5 e 11 anos morreram por Covid-19 no Brasil.


EM TEMPO

Nesse mesmo passeio na manhã deste sábado, Jair Bolsonaro também voltou a citar remédios sem eficácia comprovada contra a Covid-19, como a ivermectina, e criticou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


"Agora querem que o ladrão volte à cena do crime, pelo amor de Deus? Vocês querem a volta da ideologia de gênero? Querem o loteamento de ministérios? Olha o padrão dos meus ministros e os anteriores", indagou..

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