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Pastor evangélico é preso suspeito de estuprar 4 filhas e engravidar uma delas

 Mãe das meninas confessou saber dos crimes


Um pastor evangélico de 40 anos foi preso por suspeita de estuprar quatro filhas e engravidar uma delas no município de Portão, no Rio Grande do Sul. As quatro vítimas têm entre 12 e 17 anos. A prisão preventiva do homem foi decretada na quinta-feira, 26, dois dias após uma denúncia anônima sobre a situação das meninas ser feita. A mãe teria confessado saber dos crimes.


Após a denúncia, uma equipe foi até a casa das vítimas e as levou para prestar depoimento na delegacia. Junto às vítimas também moravam na casa do pastor a irmã mais velha delas, uma jovem de 19 anos e a mãe das meninas. As informações são do portal UOL.


"Todas confirmaram os abusos, inclusive deram detalhes. A mãe confirmou que viu há três meses a filha de 12 anos chorando, foi até ela para ver o que era, e antes disso, viu o marido saindo de dentro do quarto da filha", explicou o delegado responsável pelo caso, Marcos Mesquita.


O delegado também disse que a mãe das vítimas perguntou ao marido sobre os abusos e ele teria negado a princípio, mas confessado depois. "Ela também falou que há um ano soube que ele vinha abusando da filha de 12 anos e também falou que soube que um dos abusos da filha de 17 anos dela resultou em um neném", disse Mesquita.


A prisão preventiva da mulher foi solicitada, mediante a omissão em relação à situação, mas o pedido não foi aceito pela Justiça. Segundo a Polícia Civil, em depoimento, o suspeito negou o estupro das filhas mais novas, mas disse ter mantido relações sexuais com a garota de 17 anos "porque ela quis". "Ele disse que teve apenas uma relação com ela, que ela engravidou e que o menino é filho e neto dele", afirmou o delegado.


Antecedentes 

Duas ocorrências relativas a abusos sexuais já tinham sido registradas contra o pastor anteriormente, sendo uma em 2007, no município de Estrela (RS), onde ele teria "agarrado uma moça", e outra em Humaitá (RS), onde ele teria abusado de uma menor de idade em 2002.


As quatro vítimas, assim como o bebê de uma delas, foram encaminhadas para um abrigo em Novo Hamburgo, também no Rio Grande do Sul. A mãe das garotas continua em casa com a filha mais velha. A polícia aguarda laudos periciais para comprovar o abuso sexual e o resultado de DNA para comprovar a paternidade do filho da garota de 17 anos.

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