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Setembro Amarelo | 6 sinais que podem anteceder o suicídio

No Setembro Amarelo, é preciso reafirmar que a depressão é um dos fatores que leva as pessoas — independentes da idade, como adolescentes e adultos — a cometerem ou tentarem suicídio. Diante desse risco, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos destaca seis sinais que podem anteceder este ato extremo.

"Aqueles que estão em depressão querem acolhimento, precisam ser ouvidos. Não ignore sinais, principalmente de crianças e aqueles que estão na adolescência”, afirma Cristiane Britto, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e advogada, para o programa a Voz do Brasil.


Segundo dados da pasta, a ministra conta que "a faixa etária dos brasileiros que [mais] são afetados por tentativas de suicídio ou suicídio é de 11 a 19 anos. O perfil masculino prevalece”.

Quais são os sinais que podem anteceder o suicídio?

Entre os seis principais sinais que chamam a atenção antes de um caso ou uma tentativa de suicídio, a ministra destaca:

  1. Isolamento;
  2. Mudanças na alimentação e no sono;
  3. Automutilação, como cortes;
  4. Autodepreciação;
  5. Interrupção de planos;
  6. Abandono de estudo e emprego.

Para a prevenção do suicídio, estas mudanças devem ser observadas pela família, amigos, colegas de trabalho e, quando são menores de idade, pelos professores e funcionários da escola.

Depressão é fator de risco

Além das mudanças comportamentais, um fator pode ser considerado chave na questão do suicídio: a depressão. Publicado na revista científica Crisis, um estudo observou que "a maioria (98%) [dos tentantes de suicídio] tinha diagnóstico de pelo menos um transtorno mental". Entre estes problemas, estava a depressão.

Nesse ponto, é importante que crianças e jovens a tenham acesso aos tratamentos psiquiátricos adequados, especialmente quando apresentam as mudanças de comportamentos citados. Afinal, a ajuda médica pode salvar vidas, com o apoio dos familiares.

Números do suicídio no Brasil

Levantamento feito pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), aponta que cerca de 14 mil casos de suicídio são registrados por ano no Brasil. Isso significa que, a cada hora, 1,5 pessoa tenta tirar a própria vida.

Entre os jovens e adultos de 15 a 29 anos, o suicídio é considerado a quarta principal causa de morte. E está atrás apenas de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal.

Atendimentos de tentativa de suicídio em SP


Em média, o Corpo de Bombeiros do estado de São Paulo recebe de 5 a 7 chamadas de socorro relacionadas a tentativas de suicídio por dia. Em 2021, foram aproximadamente 2,5 mil atendimentos para este tipo de emergência. Apesar de alto, este número é subnotificado, já que os casos também podem ser atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pela Política Militar.

Onde buscar ajuda?

“A gente sempre orienta que [pessoas com depressão ou que demostrem sinais de risco para o suicídio] procurem os Centros de Atenção Psicossocial [Caps], os Cras [Centro de Referência da Assistência Social], um hospital. Se houver qualquer sinal de que a pessoa tentou o suicídio, chame o Samu, chame o Corpo de Bombeiros. O Corpo de Bombeiros tem sido nosso grande parceiro”, orienta a ministra.

Vale destacar que, para acionar o Samu, a pessoa deve discar 192. Agora, para chamar o Corpo de Bombeiros, o telefone é 193. Há, ainda, o Centro de Valorização da Vida (CVV), que promove apoio emocional e prevenção ao suicídio. O telefone do CVV é 188.

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