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BA: Dupla sequestra recém-nascido para ser usado em ritual e polícia acaba com plano


Um recém-nascido foi sequestrado no último sábado (14) por uma mulher enquanto dormia na sala de casa em Caravelas, no extremo-sul do estado. De acordo com a polícia, o bebê de 20 dias de nascido seria usado durante um ritual religioso. Os policiais que foram acionados para atender a ocorrência conseguiram chegar a tempo e prender a suspeita em um ponto de ônibus, de onde ela pretendia pegar um transporte para deixar a cidade.

A família do pequeno diz que ele foi sequestrado enquanto a avó e a mãe, uma adolescente de 16 anos, estavam em um outro cômodo da residência. A sequestradora, identificada como Sthefany de Jesus Silva, de 25 anos, aproveitou o descuido dos parentes do recém-nascido para sequestrá-lo e transportá-lo dentro de uma mochila até o ponto de ônibus.

Prisão

Assim que se deram conta do desaparecimento do menor, os familiares acionaram os policiais. Após ser presa pelos agentes, Sthefany teria relatado que não estava agindo sozinho e que por trás do plano do sequestro do garoto estava um homem chamado Ailton Ferreira dos Santos, 53 anos. A suspeita teria relatado ainda que o recém-nascido seria batizado nas águas do mar vestido com roupas brancas, durante um ritual religioso, e que nenhum mal seria feito ao pequeno.

Assim como sua comparsa, o homem também foi preso. Os dois, que são de Feira de Santana, no centro-norte baiano, foram levados até a delegacia de Teixeira de Freitas, também no extremo-sul. Em nota, a Polícia Civil informou que a dupla foi autuada em flagrante por sequestro e cárcere privado e que estão à disposição do Poder Judiciário.

Em depoimento à polícia, a avó do recém-nascido relatou que, dias antes do sequestro, Sthefany esteve em sua casa na companhia de uma conhecida da família. Durante o tempo em que ficou no imóvel, ela teria se comportado de “maneira estranha”.

Sequestradores

Em setembro de 2022, três funcionários do sistema prisional foram presos suspeitos de serem membros de quadrilhas de sequestro e extorsão. O trio usava os cargos para ter acesso privilegiado a dados de suas vítimas. Ao menos oito empresários da capital baiana foram sequestrados por eles.

Os homens, que não tiveram suas identidades reveladas, tinham acesso ao sistema da Polícia, onde são armazenados dados de pessoas com antecedentes criminais – parte das vítimas tinham passagem. Com as informações em mãos, os suspeitos abordavam os empresários na rua e afirmavam ser policiais. Em seguida, os sequestros eram anunciados.

As vítimas eram levadas para um cativeiro na Estrada do Coco, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador (RMS), onde os homens exigiam dinheiro para a libertação. A polícia estima que uma das quadrilhas tenha faturado cerca de R$ 100 mil com os crimes.

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