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Empresário investigado por morte de baiana na Argentina é solto

Juiz concedeu liberdade por improcedência, atendendo a pedidos da defesa


O empresário Francisco Sáenz Valiente, de 52 anos, que é investigado pela morte da baiana Emmily Rodrigues, 26 anos, foi solto nesta quarta-feira (19), de acordo com o jornal argentino "Clarín". Emmily morreu após cair do sexto andar de um prédio na Argentina.

A informação foi confirmada pelo advogado do empresário, Rafael Cúneo Libarona, que afirmou que o juiz concedeu liberdade por improcedência, atendendo a pedidos da defesa.

"A Justiça continua a investigar o episódio, mas não o Francisco, que foi libertado sem antecedentes criminais, embora ainda tenha uma acusação”, disse à TN. Francisco é acusado por homicídio agravado por feminicídio, porte ilegal de arma e fornecimento de drogas.

A soltura do empresário pode ser considerada como sinal de que a versão de morte de Emmily por suicídio sob efeito de alucinógenos prevalece em detrimento da versão da acusação de feminicídio para encobrir uma tentativa de abuso sexual. Ainda segundo a imprensa argentina, o resultado da autópsia constatou que ela usou drogas alucinógenas. O entorpecente utilizado teria sido o "tuci", conhecido popularmente como "cocaína rosa".

"Os depoimentos das meninas que estiveram no local do crime foram muito importantes, mostram que Emmily vinha consumindo drogas, álcool e que teve um tremendo surto psicológico. Uma delas, às 8 da manhã, diz ' Eu vou para cá porque essa menina me assusta.' Então aí nós testamos o surto psicótico”, alegou o advogado de defesa.

No último dia 4, o pai da vítima, Aristides da Silva Gomes, afirmou que acredita ser sido um feminicídio.

"Existem provas suficientes e inúmeras testemunhas, rastro de provas que evidenciam que ocorreu um feminicidio. Não faz sentido algum. Emmily trabalhava como modelo, tinha sonho de ser mãe", disse em conversa ao Bahia Meio Dia. 

O pai da vítima, ainda durante a conversa, revelou que a moça que também estava no apartamento, identificada como Juliana, foi solta.

"Ela estava presa e não sabemos o motivo que ela foi liberada, mas o advogado já está cuidando disso. Ela está como acusada, sendo investigada porque tinha marcas de arranhões e mordidas, tanto em Emmily, quanto nessa suposta amiga. A gent não conhecia ela. As evidências são claras de que ela pode ter participado da morte", comentou.

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