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Governo Lula tentou esconder imagens do chefe do GSI no 8 de janeiro; presidente aparece nas gravações


O governo Luiz Inácio Lula da Silva tentou esconder as imagens do circuito interno do Palácio do Planalto em 8 de janeiro, quando ocorreram as manifestações em Brasília. A equipe do presidente da República negou, em pelo menos oito ocasiões, o acesso às imagens que marcaram o noticiário político nesta semana. 

Uma das câmeras mostra o então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, em meio aos manifestantes. O GSI chegou a classificar as imagens como “reservadas”. Isso significa que, pela Lei de Acesso à Informação, o acesso ao conteúdo seria proibido por cinco anos. 

Esse processo ocorreu em 1º de fevereiro, quando o GSI emitiu um Termo de Classificação de Informação (TCI) e impôs o grau “reservado” às imagens do circuito interno do Planalto.

No trecho do vídeo, o presidente Lula aparece com vários representantes da cúpula do governo no corredor do Palácio do Planalto. Entre eles, a primeira-dama Janja e ex-ministro do GSI Gonçalves Dias. A visita ocorreu por volta das 21h30, como está registrado no vídeo da câmera de segurança, após o local ser desocupado por parte dos manifestantes.

As imagens do circuito interno foram liberadas por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta, 21 de abril.

As gravações, que também foram divulgadas pelo Metrópoles, mostram militares do GSI conversando com os manifestantes e circulando tranquilamente sem incomodá-los. Os oficiais também aparecem tentando retirá-los de alguns locais invadidos.

Ao todo, foram disponibilizadas mais de 200 horas de gravações, de 33 câmeras de segurança espalhadas pelos quatro andares do edifício. Parte dos dispositivos, no entanto, foi danificada pelos manifestantes. Na ocasião, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estiveram nas sedes dos Três Poderes, em Brasília, na tentativa de reverter o resultado das eleições de 2022.

Assista vídeo: 

As imagens foram entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF) no sábado, 22 de abril, após terem o sigilo derrubado por determinação do ministro Alexandre de Moraes. O registro ganhou nova repercussão esta semana, com a divulgação de um trecho do circuito interno em que o general Gonçalves Dias, então chefe do GSI, aparece circulando entre os manifestantes. Dias se demitiu após divulgação do vídeo.

Na íntegra dos vídeos, além de G. Dias, outros servidores do GSI aparecem nas gravações, interagindo com os manifestantes. Entre eles, o major José Eduardo Natale chega a oferecer água aos invasores, em imagens já divulgadas, mas agora em outros ângulos. Natale também aparece conversando e cumprimentando os manifestantes com apertos de mão.

A interação ocorreu por volta das 15h30, no terceiro andar – onde está localizado o gabinete presidencial. Minutos depois, o major pede calmamente que eles deixem o local. Natale é o único que foi afastado da função.

Cerca de 15 minutos depois de o major conversar com manifestantes, agentes da tropa de choque da polícia tomaram o andar, munidos com escudos e disparando armas de borracha. O oficial do GSI não aparece no momento da repressão policial.


Com informações do Metrópoles

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