Dá para ver cinco delas na trilha ecológica dentro do parque. A próxima delas acontece neste domingo (22)
A gente quer começar esse texto com um convite para você conhecer um respiro de natureza em Salvador. Nem parece, mas o Parque São Bartolomeu fica aqui mesmo, nessa cidade em que se destrói árvores centenárias, onde matas, cachoeiras e rios são um luxo cada vez mais raro. Neste domingo (22), às 9 horas, uma trilha ecológica gratuita e sem inscrições parte da porta da entrada principal do parque (Avenida Suburbana).
O parque é uma reserva de Mata Atlântica com árvores e pedras do bioma original. A fauna e a flora do espaço são sagradas para as religiões de matriz africana. Em respeito à ciência e à religião, logo na entrada os guias advertem: “aqui não se pega e não se leva nada que está no chão”. Para levar mesmo, só energia boa. Lá é comum encontrar pessoas deixando oferendas ou fazendo rituais nas matas e cachoeiras. A Escada dos Escravos, por exemplo, é conhecida por ter um fundamento de orixá em cada pedra.

Mas não é só para a religião que o Parque São Bartolomeu é importante. Foi nas matas da reserva que viveram os Índios Tupinambás e tempos depois elas foram sede do Quilombo do Urubu. No quilombo viveu Zeferina, escrava protagonista da Batalha de Pirajá, que foi decisiva para a Independência da Bahia. Eita pedacinho da cidade cheio de história ancestral!
No passado mais recente, o parque abrigava uma estação de tratamento de água que abastecia oito bairros do Subúrbio. Hoje, a estação está abandonada e parte dos mananciais da Bacia do Cobre estão poluídos, por isso algumas cachoeiras estão impróprias para banho.
Ainda em funcionamento, a barragem da estação, conhecida como Sete Quedas, surpreende pela altura e pela imponência da queda da água. Quando fomos, era uma época de cheia, a vazão da água estava mais forte, deixando a queda ainda mais bonita. Foi impactante sair de um clarão da trilha e dar de cara com esse visual.


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