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29 de setembro de 2020

Mais de 13% dos baianos sobreviveram apenas com o dinheiro do auxílio emergencial em agosto



Cerca de 4,25 milhões de domicílios brasileiros, o equivalente a 6,2% dos lares, sobreviveram, em agosto, apenas com a renda do auxílio emergencial de R$ 600. Na Bahia e no Piauí, isso aconteceu em mais de 13% dos lares. A situação foi similar nos outros estados do Nordeste, com mais dependentes do auxílio do que no restante do país. 

Os resultados constam do estudo divulgado nesta terça-feira (29/9) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo a agência de notícias do governo, no mês passado, os rendimentos dos domicílios mais pobres foi 32% maior do que o esperado com as rendas habituais. O pagamento também superou em 41% a perda da massa salarial entre as pessoas que permaneceram ocupadas.

No Nordeste, a renda efetiva subiu de 86,7% do habitual, em julho, para 89,6% em agosto, enquanto o Centro-Oeste continua sendo a região menos impactada (91,8%). Segundo o autor da pesquisa, Sandro Sacchet, o papel do "coronavoucher" para as famílias que perderam renda durante a pandemia foi um pouco maior em agosto do que no mês anterior. 

Os trabalhadores receberam no mês da pesquisa, em média, R$ 2.132, cerca de 89,4% do que costumava ganhar (R$ 2.384, segundo o Ipea). A pesquisa aponta, ainda, que os trabalhadores menos afetados pela pandemia estão na administração pública, na indústria extrativa, nos serviços de utilidade pública, na educação, em serviços financeiros e armazenamento, nos Correios e nos serviços de entrega.

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