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28 janeiro, 2021

Mais de 5 milhões de contas de WhatsApp foram clonadas no Brasil em 2020; veja como o golpe funciona

Um levantamento da PSafe, empresa de segurança digital, revela que mais de 5 milhões de brasileiros foram vítimas de crimes de clonagem de WhatsApp ao longo de 2020. Para fazer isso, o método mais usado pelos criminosos não usa mais vírus e sim uma estratégia conhecida como engenharia social: eles ligam para as vítimas, fingindo ser um operador de telemarketing de empresa ou órgão, e convencem a pessoa a informar um número enviado por SMS que dá acesso ao login da conta de WhatsApp

Segundo uma reportagem do Uol, as principais portas de entrada para os golpes são as plataformas de vendas onlines, onde o golpista pega o número dos anúncios, ou pelas redes sociais, fazendo perfis falsos para conversar com pessoas. Depois, eles podem fingir ser de uma grande loja famosa, prometendo promoções ou sorteios, ou até se passar por representantes de um órgão governamental, fazendo uma pesquisa falsa ou oferecendo agendamento de serviços, para conseguir os dados pessoais da vítima.

Com o número de telefone em mãos, o criminoso tenta logar no WhatsApp, mas para isso precisa do código de confirmação de seis dígitos, que chega por SMS no aparelho em que está chip. Utilizando a mesma mentira com que conseguiram o número, os golpistas pedem esse código como confirmação do serviço prestado.

Como o processo é muito rápido, a pessoa nem presta atenção no que diz o SMS e acaba fornecendo o código de confirmação do WhatsApp. Assim, o criminoso consegue entrar no aplicativo e acessar todos os contatos, enquanto a vítima perde acesso ao app por algumas horas ou até dias. Enquanto isso, é possível fazer novos golpes fingindo ser a vítima, sendo a mais comum o pedido de dinheiro emprestado a amigos do dono da conta.

Esse não é o único risco do golpe. "Ao ter acesso à conta, o golpista poderá ler o que a vítima compartilhou ou foi enviado para ela, sejam dados pessoais, informações sigilosas da empresa em que trabalha, fotos e documentos. Colocar as mãos nesse tipo de conteúdo pode abrir um leque de opções para que os cibercriminosos façam chantagens e apliquem outros golpes com os dados", explica o diretor da Psafe, Emilio Simoni.

DICAS

O especialista alerta que é possível se proteger ativando a verificação por duas etapas no Whatsapp, que pede uma senha pessoal além da enviada por SMS. Outra dica é prestar atenção se a conta que te oferece a promoção tem o selo azul de verificação, disponível tanto no Instagram quanto no Facebook e WhatsApp.

Caso você perceba que seu celular foi clonado, não adianta bloquear a linha de telefone. Ela serve apenas para a confirmação do login. O criminoso continuará usando o aplicativo no aparelho dele e você ficará sem telefone para se comunicar de outras maneiras.

O melhor a fazer é avisar seus contatos mais próximos e solicitar um novo código de confirmação no app, o que pode demorar algumas horas para chegar. Caso o criminoso tenha ativado a confirmação em duas etapas, aí o processo será mais demorado, podendo levar até sete dias para restabelecer o acesso.

Você deve informar imediatamente ao seus amigos de que você foi alvo de um golpe. Em seguida, avise ao whatsapp: abra o seu email e use a seguinte frase no assunto e no corpo da mensagem: "Perdido/Roubado: Por favor, desative minha conta". Inclua também o seu telefone no formato internacional: +55 (código do Brasil), o DDD de sua área e o número do celular. O endereço de destino é o support@whatsapp.com.

Outra recomendação importante dos especialistas é fazer um boletim de ocorrência. Somente assim, a polícia conseguirá iniciar as investigações e coletar dados sobre a frequência do golpe.

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