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24 março, 2021

Fiocruz descobre novas mutações em variante brasileira do novo coronavírus


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio da Rede Genômica Fiocruz, identificou mutações inéditas na variante brasileira do coronavírus, que podem facilitar a entrada e a multiplicação do vírus nas células humanas.

Os cientistas vêm há meses decodificando o genoma do SARS-CoV-2, causador da Covid-19, e acompanhando suas linhagens e mutações genéticas. Foram observadas mudanças em 11 amostras do vírus sequenciadas geneticamente.

Como a quantidade de genomas com as alterações é pequena, os cientistas explicam que ainda não se caracteriza como a formação de uma nova linhagem do Sars-CoV-2. Mas eles alertam que é preciso manter a vigilância sobre como o patógeno está se comportando e acompanhar se essas alterações aumentam de frequência.


Apesar da descoberta, pesquisadores são unânimes em dizer que a vacina continua sendo a forma mais eficiente de proteção. E não há evidência que a nova mutação seja resistente à vacina.

“Essa descoberta sugere que o vírus com essas alterações está tendo mais vantagem em se espalhar e ele poderia escapar parcialmente da resposta imunológica do organismo. Entretanto, é necessário testar em laboratório. Essas modificações aconteceram em apenas 11 amostras, e é preciso verificar se essas linhagens vão se espalhar”, explica o pesquisador Gabriel Wallau, da Fiocruz Pernambuco.

Os pesquisadores coletaram amostras de pacientes de sete estados: Amazonas, Bahia, Maranhão, Paraná, Rondônia, Minas Gerais e Alagoas. Uma amostra coletada no Amazonas apresentou alterações em sequência genética ligada à linhagem B.1.1.28.


Quatro amostras da Bahia, duas de Alagoas e uma do Paraná apresentaram perdas em sequências caracterizadas como linhagem P.1. Uma amostra de Minas Gerais apresentou a alteração na linhagem P.2. Duas amostras do Maranhão apresentaram a deleção na linhagem B.1.1.33, que também continham a mutação E484K. 


Os cientistas apontam que ampliar a vacinação de forma rápida e implementar medidas eficazes para conter a circulação do vírus são fundamentais para impedir que variantes mais perigosa surjam.

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