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21 maio, 2021

Ciclovia Salvador-Aracaju será a maior do Nordeste e obras podem custar até R$ 200 milhões

Trecho da Linha Verde (BA-099), rodovia que liga a Bahia a Sergipe pelo litoral (Reprodução


Três possíveis trajetos estão em análise; ainda não há previsão para o início das obras

Viajar para Aracaju pode ficar mais divertido para os atletas, aventureiros e amantes do mar. É que um projeto de implantação de uma ciclovia litorânea pretende ligar o Farol da Barra, em Salvador, à Praia dos Artistas, na capital de Sergipe, ao longo de 320 km de extensão. Será a maior ciclovia do Nordeste e uma das maiores do Brasil.


O custo das obras é estimado de R$ 10 milhões a R$ 200 milhões, e a ampla variação depende de onde a ciclovia ficará localizada. Essa parte ainda está sendo estudada pela Companhia do Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), responsável pelo projeto. Como o próximo passo é a fase de execução, estão sendo analisadas as alternativas mais viáveis para obras e orçamento, e não há previsão para o início da construção.


A primeira opção, e a mais cara, é um projeto de ciclovia à beira-mar, que embora seja o mais agradável para o turismo da região, também foi apresentado no lançamento como sendo de alto impacto ambiental e, por isso, com vários entraves para obtenção de licenciamentos. Seria necessária a construção de pontes acima dos rios do trajeto e uma interferência nas vegetações locais, de Mata Atlântica, dunas e manguezais. Só o custo das obras é projetado em torno de R$ 100 milhões a 200 milhões.


A segunda alternativa seria uma ciclofaixa paralela à BA-099 (Linha Verde) e à SE-100 com rotas para acesso ao mar. Custo estimado: entre R$ 25 milhões e R$ 50 milhões. “Ela tem a vantagem de ter um médio impacto ambiental, a depender do trecho, além de se integrar com o comércio das rodovias e cidades. As desvantagens incluem um médio impacto social, com possíveis desapropriações de terra e também a construção de pontes em quase todos os rios do trajeto”, explicou o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira.


Por último, há a sugestão de um acostamento ciclofaixa, com menor impacto ambiental, menor custo - R$ 10 milhões a R$ 20 milhões em obras -, mas também menos segurança para o ciclista.


Federação comemora

Segundo o presidente da Federação Baiana de Ciclismo, Osvaldo Schmidt, qualquer uma das opções escolhidas será recebida de braços abertos pela associação. Ele estava presente na reunião de lançamento como vice-presidente da Confederação Brasileira de Ciclismo. “Acredito que essa será a maior ciclovia do Brasil, não conheço uma que tenha 320 km. Isso é muito bom para o ciclista. Temos muitos atletas que saem daqui e pedalam pela orla até a Linha Verde, mas agora eles vão poder fazer isso de uma forma ainda melhor. Essa ligação entre as capitais pode mudar a cultura local, a cultura do ciclismo, o turismo e o cicloturismo da cidade”, projeta.


Essa perspectiva é compartilhada pela Secretaria de Turismo do Governo da Bahia (Setur), que apoiou o projeto, assim como o Ministério do Turismo. “Com o crescimento do cicloturismo no país, a implantação de uma ciclovia margeando a rodovia Linha Verde poderá fomentar a geração de renda para a população local por meio da oferta de produtos regionais e serviços turísticos, incluindo empreendimentos voltados para alimentação, hospedagem e venda de souvenires, por exemplo”, afirmou a Setur, em nota.


O secretário do Turismo de Sergipe, Sales Neto, também comemorou a iniciativa e lembrou que Aracaju possui tradição forte no ciclismo, sendo a capital brasileira com mais ciclovias, proporcionalmente.


“O Governo de Sergipe está de braços abertos para receber essa iniciativa e apoiar. Essa será uma obra fantástica. Os ciclistas de Sergipe estão muito felizes. A ciclovia vem ao encontro do que há de mais moderno, como o turismo em contato com a natureza e atividades ao ar livre. Iremos apoiar em tudo que estiver ao nosso alcance, lembrando que o governador Belivaldo Chagas já está construindo ciclovias na nova obra da Orla Sul que, quando ficar toda pronta, vai somar mais 17 quilômetros”, declarou.


Iniciativa partiu de deputado baiano

Para além dos custos com as obras, há também custos relativos ao Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e o dos projetos. Até então, a Codevasf já recebeu o montante de R$ 1 milhão para a realização do estudo.


Em projetos, a ciclovia a beira-mar custaria R$ 6 milhões; contra R$ 2 milhões a R$ 4 milhões se a escolha for pela ciclovia paralela às rodovias BA-099 e SE-100; e R$ 1 milhão a 2 milhões da ciclovia no acostamento.


O projeto da ciclovia interestadual partiu do deputado federal baiano Arthur Maia (Cidadania), que destinou à Codevasf o montante de R$ 1 milhão, através de emenda parlamentar, para os estudos sobre a viabilidade. O projeto também conta com o apoio dos deputados federais de Sergipe Fábio Mitidieri (PSD), Fábio Henrique (PDT), Gustinho Ribeiro (Solidariedade), que estiveram na reunião de lançamento, Laércio Oliveira (PP) e Fábio Reis (MDB), que não estiveram presentes, mas que também garantiram apoio.

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