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10 agosto, 2021

Câmara rejeita e arquiva PEC do voto impresso


O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou nesta terça-feira, 10, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Voto Impresso. Os parlamentares bolsonaristas tentaram novamente o adiamento do voto por cinco sessões, mas foram derrotados. O debate girou em torno do reconhecimento da necessidade de auditoria e da melhoria do sistema eleitoral, mas também da inviabilidade da contagem manual, prevista no substitutivo da deputada Bia Kicis (PSL-SP).


A proposta já tinha sido rejeitada em comissão especial por 22 votos a 11, mas o presidente Arthur Lira (PP-AL) decidiu levar ao Plenário.

No total, foram 229 votos favoráveis e 218 contrários, com uma abstenção, e a PEC foi arquivada. Ao final da sessão, Arthur Lira reiterou que agora foi dada uma resposta ao questionamento, que se tornou uma pauta constante do presidente Jair Bolsonaro. Segundo o pepista, o líder do Executivo prometeu aceitar qualquer que fosse o resultado.


Líder do PSOL na Câmara, Talita Petrone, disse em seu discurso da orientação do voto contra a proposta, que a proposição do voto impresso tenta omitir uma "ânsia golpista" do presidente Jair Bolsonaro, que convive com uma rejeição recorde do seu governo nos últimos meses.

"Bolsonaro e a sua base tem feito campanha mentirosa sobre o voto impresso, pois esconde que a urna eletrônica já é auditável, que há 25 anos não tem comprovação de fraude. Foi a urna eletrônica que, infelizmente, elegeu presidente Jair Bolsonaro e todos que estão aqui defendendo voto impresso. Isso quer esconder por trás do debate do mérito, a ânsia golpista, na tenativa de tumultuar o que será 2022. O governo Bolsonaro está derretendo", declarou.

Eduardo Gomes (MDB), líder da Maioria na Casa, liberou os membros da bancada para votarem, mas fez questão de registrar o seu voto favorável, que na sua visão é um pedido do "povo brasileiro".


"Registro o meu voto sim, não é o voto em cédula. A proposta da deputada BIa Kicis prevê voto eletrônico com impressão, caso haja auditagem, que se faça, por isso defendo o voto sim na PEC, o povo brasileiro quer um parlamento independente e sem pressão do STF sobre nós [...] votamos sim pelo povo brasileiro e pelo presidente Bolsonaro que encorajou milhares de brasileiros a somar-se na luta por um tema tão importante para a nação", afirmou. O substitutivo de Bia Kicis (PSL-DF) determinava a impressão de “cédulas físicas conferíveis pelo eleitor”.


Do outro lado, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que lidera a Minoria, chamou a PEC de "cortina de fumaça" utilizada pelo governo para tentar esconder os temas sensíveis ao Planalto, como a demora na vacinação, a crise econômica e as suspeitas de corrupção.

"Nenhum dos senhores, ao serem eleitos, foram questionar a urna eletrônica. O que estão fazendo agora é criar uma cortina de fumaça para não debater o que o povo quer debater; a necessidade de vacina, a fome, a corrupção que este governo está envolvido. Eles querem debater o voto impresso, típico de coronéis, o voto de cabresto", criticou.

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