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19 agosto, 2021

CPI da Covid aprova quebra de sigilo de Ricardo Barros e de advogado da família Bolsonaro


Os senadores da CPI da Pandemia aprovaram no início da sessão desta quinta-feira (19/8), incluindo o acesso aos dados fiscais de Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, e do advogado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) Frederick Wassef. 

De acordo com a CNN, a quebra de sigilo envolvendo Frederick Wassef foi pedida pelo relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Segundo ele, há indícios para apurar se o advogado recebeu recursos da Precisa Medicamentos na assinatura do contrato da Covaxin. Nesta quinta, a CPI recebeu Francisco Maximiano, sócio da Precisa, para prestar depoimento. O empresário também teve quebras de sigilo aprovadas.

Já Ricardo Barros, que compareceu à CPI em outra ocasião, havia se manifestado contra a solicitação pelas redes sociais na manhã desta quarta. "A CPI não encontrará nenhuma ligação minha com a Precisa, todas as pessoas ouvidas no caso Covaxin negaram minha participação. A CPI extrapola, exagera e mente, mas agora a condução da relação com a CPI é com meus advogados", escreveu.


Ao todo, os senadores aprovaram 187 requerimentos antes da darem início à sessão desta quinta. Os pedidos visam possibilitar aos parlamentares o avanço nas investigações sobre: a aquisição de vacinas por meio de empresas intermediárias; o uso de hospitais federais do Rio de Janeiro para desvio de verbas; e o financiamento e a propagação de notícias falsas sobre a pandemia do novo coronavírus.


PEDIDOS DE QUEBRA DE SIGILO

- da Precisa Medicamentos;
- da Global Gestão em Saúde;
- de Ricardo Barros, líder do governo na Câmara;
- de Francisco Maximiano (sócio da Precisa e da Global);
- do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos;
- do advogado Frederick Wassef, que defende o presidente Jair Bolsonaro;
- da namorada de Wassef, assessora especial da Secretaria Especial de Assuntos Parlamentares, Thais Amaral Moura;


PEDIDOS DE INFORMAÇÃO

- ao diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, sobre o inquérito do qual são alvos o general Eduardo Pazuello e o ex-assessor do Ministério da Saúde Airton Soligo (conhecido como Airton Cascavel);
- ao STF, o pedido de compartilhamento de informações obtidas nos inquéritos dos atos antidemocráticos e das fake news.

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