Menina de 14 anos que atriz queria adotar é executada em região paradisíaca da Bahia e grupo protesta


Moradores e turistas do distrito paradisíaco de Caraíva, município de Porto Seguro, a 610 km de Salvador, cobram da Polícia Civil celeridade nas investigações sobre a execução de uma adolescente de 14 anos, Nayra Gatti.

Com cartazes, o grupo realizou um ato na última sexta-feira (17/12), uma semana após a jovem ser encontrada já sem vida, com sinais de estrangulamento. 

A menina, que tinha nacionalidade espanhola e estava seminua, vivia em Caraíva com o pai, o argentino Sebastian Ricardo Gatti, e com a irmã, uma criança de nove anos. Nayra desapareceu na noite do dia 9, quando fortes chuvas fizeram o distrito ficar sem energia elétrica. Menos de 24 horas depois, o corpo foi localizado perto de uma igreja.

 

O pai contou ao Portal UOL como tudo aconteceu. "Ela sumiu e eu pensei que ela tinha ido para casa. Quando voltamos para casa, estávamos sem luz, porque estava um temporal grande. Ela não estava e nós pensamos que ela estava na casa de uma família amiga. Com a chuva e a falta de luz, não poderíamos fazer buscas e decidimos esperar pela manhã [...]", relatou. 

O caso está sendo apurado pela 23ª Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Coorpin/Eunápolis), que não deu detalhes para não atrapalhar as investigações. Até este domingo (19/12), ninguém tinha sido preso. 

 

ATRIZ QUERIA ADOÇÃO

Por meio das redes sociais, a atriz Giselle Itié lamentou a morte. Ela ressaltou que conheceu a criança enquanto estava em Caraíva e tentou a adoção, mas sem sucesso. No Instagram, a artista ressaltou que se sente culpada pela execução. 

"Nayra arrancaram muito de mim mesmo sabendo que de alguma forma o caminho era esse. Era? Minha intuição. Percepção. A realidade. O que você disse. Sua irmã. O que eu vi. Pedi. Supliquei. Pedi. Briguei. Me calaram. Calei. Pedi. Acreditei em outros. Engravidei. E desfoquei", escreveu Giselle.

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