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9 de jan. de 2022

Grupo Gay da Bahia diz que homem sofreu homofobia ao tentar doar sangue na Hemoba

 Segundo fundação, critérios seguidos na triagem segue o mesmo protocolo para todos os voluntários 

Uma denúncia de homofobia foi compartilhada nas redes sociais do Grupo Gay da Bahia, no sábado (8), depois que, conforme o post, um homem gay sofreu homofobia ao tentar doar sangue na Fundação de Hematologia e Hemoterapia (Hemoba). A situação teria ocorrido na unidade de Senhor do Bonfim, no norte do estado.

 

A publicação diz que o homem apresentou exames feitos há oito dias, mas não foi aceito como voluntário. "Mesmo com todos meus exames de DSTs [doenças sexualmente transmissíveis] atualizados, não aceitaram", disse.

O Hemoba nega que haja distinção por gênero e orientação sexual e gênero nos protocolos que antecedem as doações. A fundação diz ainda que a triagem médica é sigilosa, o que justifica o fato de que a inaptidão do homem não ser publicamente informada.

Por decisão do STF, a pergunta sobre "relação sexual de homem com outro homem nos últimos 12 meses" foi excluída, em junho de 2020, do questionário de triagem clínica para a doação.

 

Veja íntegra da nota do Hemoba
"A Fundação Hemoba segue rigorosamente a legislação da Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde que, desde 08 de Junho de 2020, assegura a doação de sangue de homossexuais.

Após decisão do STF sobre a ação Direta de Inconstitucionalidade, ADI n° 5543, e publicação em 12 de junho de 2020 de nota da Coordenação de Sangue do Ministério da Saúde, foi excluída do questionário de triagem clínica para a doação de sangue a pergunta sobre relação sexual de homem com outro homem nos últimos 12 meses, sendo mantida a inaptidão temporária para quem tiver mais de dois parceiros diferentes nos últimos doze meses, não estando com o mesmo parceiro há, no mínimo, seis meses.

 

Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50kg, estar saudável, bem alimentado e apresentar um documento oficial com foto. A Hemoba afirma que os critérios seguidos na triagem médica são os mesmos para todos os voluntários, independente da identidade de gênero e orientação sexual.

A Hemoba reafirma que não existe preconceito ou discriminação no processo da doação de sangue. Os critérios utilizados na triagem médica são baseados em evidências epidemiológicas e científicas de acordo com o Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Informamos ainda que a triagem médica é sigilosa, nesse sentido não é possível tornar público o motivo da inaptidão de um determinado doador. No entanto, a direção da Hemoba se coloca à disposição para mais esclarecimentos dos próprios voluntários".

 

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