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Após repercussão negativa, marca de roupas retira manequim preto quebrando loja em shopping de Salvador

 

Após ser acusada de racismo, a marca de roupas Reserva retirou o manequim preto que "quebrava" a vitrine da loja no Shopping Barra, em Salvador. A cena vem repercutindo bastante, nas redes sociais, desde a última segunda-feira (14/2).

Com as mãos na cabeça, o manequim em questão foi colocado "invadindo" a loja, quebrando a vidraça com o joelho, em uma ação de marketing, para chamar atenção para uma liquidação. A cena, contudo, desagradou alguns clientes, que chamaram o ato de "mau gosto".

Segundo a empresa, o mostruário faz parte da campanha “Loucuras pela Reserva” e o manequim é o mesmo utilizado em outras situações dentro da loja. A marca reforçou que todos os seus manequins são pretos.

"A vitrine jamais teve como objetivo ofender qualquer pessoa ou disseminar ideias racistas e, sim, de somente divulgar a liquidação da marca”, diz a companhia em nota que comunica a retirada. "Acreditamos na empatia como única forma de viver em sociedade e repudiamos o racismo em todas as suas formas de expressão. A diversidade e inclusão são valores essenciais de nossa marca”, completa o texto. Em 2016, a marca já havia sido criticada por usar os manequins pretos amarrados de cabeça para baixo em outra ação promocional.

A Reserva faz parte do grupo Arezzo &Co, que atualmente mantém um comitê de diversidade e inclusão, um departamento de diversidade e inclusão da área de recursos humanos e sustentabilidade, além de um comitê de sustentabilidade do conselho de administração. Após o caso, o grupo está trabalhando em treinamento das lideranças e demais colaboradores.

"Nossa estratégia de diversidade e inclusão, criada em 2021, também já previa um projeto para aumentar a representatividade de negros e mulheres na nossa liderança. Além disso, já havíamos criado uma Cartilha de Diversidade abordando diversas pautas de extrema relevância, como equidade de gênero, antirracismo, intolerância religiosa, capacitismo e comunidade LGBTQIA+", conclui o comunicado.

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