Motorista de carro que matou menina na Sapucaí mentiu à polícia

 Raquel Antunes foi atropelada pelo carro alegórico na saída da Marquês de Sapucaí


O motorista do carro alegórico da escola de samba Em Cima da Hora, que atropelou e matou a menina Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, na saída da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira, 20 mentiu para a polícia em depoimento prestado à 6ª DP (Cidade Nova). 



Ao G1, a delegada Maria Aparecida Mallet informou que o homem teria dito que nenhuma criança — a não ser Raquel — brincou perto do carro alegórico. No entanto, imagens de câmeras de segurança e o depoimento do coordenador de dispersão da Liga Independente do Grupo A (Liga-RJ), José Crispim Silva Neto, no entanto, contradizem o motorista.

Segundo o motorista, pessoas chegaram a gritar: “Para o reboque, tem uma menina em cima do queijo” e “tem criança em cima do carro” antes de o veículo da escola de samba Em Cima da Hora bater.



Após o depoimento do motorista, membros da empresa que auxiliava o puxamento do carro alegórico prestarão depoimento na próxima segunda-feira, 25.

O crime é investigado como homicídio culposo (sem intenção de matar). O veículo envolvido na morte da criança foi apreendido pela Polícia Civil.



Na quarta, Raquel Antunes foi atropelada pelo carro alegórico na saída da Marquês de Sapucaí. Após o acidente, recebeu os primeiros socorros no posto médico da Sapucaí e, em seguida, foi encaminhada já em estado grave para o Hospital Souza Aguiar, no centro da cidade.

A menina perdeu uma perna, que foi amputada, e corria risco de perder a outra. Durante a cirurgia, que durou cerca de 7 horas. Raquel teve parada cardíaca e traumatismo no tórax e morreu na tarde de sexta-feira, 22. 



O corpo da menina vai ser enterrado às 14h deste sábado, 23. O velório está marcado para começar às 11h no cemitério do Catumbi, no Centro.

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