Polícia intercepta mensagens de traficantes durante operação na Penha: ‘Dá uma força aqui na Matinha’

Áudios atribuídos à quadrilha que atua na Vila Cruzeiro trazem ainda ‘convocação’ para protestos. O MPF e o MPRJ anunciaram investigações sobre as mortes.



“Já morreram montão na mata, mano. Montão. Mas é muito, mano.”

Este é um dos áudios interceptados pela polícia e atribuídos a traficantes durante a operação na Vila Cruzeiro, na Penha, nesta terça-feira (24).


Até a manhã desta quarta-feira (25), 24 pessoas tinham morrido baleadas, e cinco tinham sido internados. A polícia afirma que 13 dos mortos eram suspeitos e morreram em confronto.


Na ação, uma moradora foi morta por uma bala perdida. Gabrielle Ferreira da Cunha, de 41 anos, estava em casa quando foi atingida por um tiro de longo alcance.


Forças de segurança agiram no complexo de favelas por 12 horas, a fim de evitar o que seria uma migração determinada pelo Comando Vermelho para a Rocinha.



Pedido de ajuda e manifestação

Segundo as investigações, nas mensagens replicadas traficantes “convocaram” manifestações.


“Os amigo, aí, da Chatuba, aí, mano. Os amigo aí, mano, da Penha aí, mano. Vê aí, parceiro. Vê alguém aí, mano, pra mandar os morador aí, pô, fazer o protesto aí, parceiro. Tem vários amigo no mato baleado lá, parceiro. Manda vir os morador aí, irmão, os mototáxi aí, parceiro.




Um grupo tentou fechar a Avenida Lobo Júnior durante a tarde, mas foi dispersado pela PM.


Em outro áudio, um suspeito pede reforços.


“Ê, meus amigo, dá uma força aqui na Matinha, meus amigos. Muita polícia no mato. Tem amigo baleado’ trocamos com os caras aqui no mato, meus amigo.


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