Menino de 4 anos fica com rosto desfigurado após agressão; padrasto fugiu

Pai chora ao falar que criança apanhou de "chinelo e de fio"



Um menino de 4 anos ficou com o rosto desfigurado após ser espancado. O caso aconteceu na cidade de Jardinópolis-SP. Ele e o irmão, de 7, foram encontrados pela mãe, Caroline de Menezes Lima. À polícia, ela disse que quando retornou do trabalho e voltou para casa se deparou com a situação. O padrasto dos dois fugiu do local e é o principal suspeito.

O delegado André Baldochi, que apura o caso, disse que dos dois, o caçula é o mais machucado. As crianças foram submetidas a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e o caso foi registrado como lesão corporal. A tipificação, no entanto, pode ser alterada para tentativa de homicídio caso, durante a apuração, a polícia entenda que essa foi a intenção do suspeito.

"A criança [de 4 anos] está realmente bem machucada, os dois olhos não abrem, e há a notícia de que o irmão dessa criança também teria sido agredido pelo padrasto”, disse em entrevista ao G1.

 


 

Segundo a polícia, a mãe dos garotos disse que as agressões teriam acontecido na tarde de quinta-feira (14). Ao chegar em casa, na madrugada, ela viu os filhos feridos e levou ao pronto-socorro. Segundo Caroline, vizinhos relataram ouvir barulhos quando o companheiro dela agredia as crianças.

Na sexta-feira, a mãe foi à polícia na companhia do seu ex-companheiro, o pai do seu filho mais novo, Vitor Manoel Zeferino, de 21 anos, para denunciar o padrasto. Ele compareceu ao local na companhia da mãe e da irmã.

Inconformado, Vitor disse que chorou ao ouvir do filho o que tinha acontecido. "Meu filho contou que o padrasto bateu nele de chinelo, de fio, deu soco nele, chute. Aí eu não aguentei. Comecei a chorar, desabar. Eu não aguentei. Não aguento", disse.

"Ele bateu muito nos dois moleques. Bateu muito de fio, de chinelo. Ele é um monstro. Pra mim, ele tem que ir preso. Ele é um lixo. Pra mim, não é homem, não", completou.

Medo
Segundo a irmã de Vitor, Lilian Maria Zeferino, os meninos estão assustados e não souberam dizer o que provocou a fúria do padrasto deles. "Eles falam que não sabem, não falam nada. É criança, só ficam mudos. Eles estão assustados com o acontecido. Eles apanharam demais, apanharam de sandália e rasteirinha na cara. Acabou o chão pra nós, pra todo mundo. Eu só quero justiça, quero ele na cadeia", esbravejou.

A avó paterna do menino de 7 anos, Andrea Correa, disse que a mãe costuma bater nas crianças. Ela também será alvo de investigação.

Quando estiverem em condições, as crianças vão prestar depoimento, o que deve ajudar a polícia na investigação. Segundo o delegado, elas vão participar de uma oitiva especial com a participação de psicólogos.

Além disso, de acordo com o conselheiro tutelar Marcos Antonio da Silva Peres, o menino de 7 anos deve passar a receber acompanhamento psicológico.

O Conselho Tutelar informou que cada um deles está sob a guarda dos respectivos pais.


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