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Quem são e o que vai acontecer com homens que agrediram repórter da Record


Os dois homens que foram filmados agredindo a equipe de reportagem da TV Record Itapoan na manhã desta segunda-feira (16), durante uma transmissão ao vivo na Avenida Orlando Gomes, no bairro da Paz, em Salvador, foram conduzidos pela polícia para a 1º Delegacia Territorial (DT) dos Barris.

Na unidade policial, os suspeitos foram identificados e assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). O documento é assinado para substituir o auto de prisão em flagrante em crimes de menor potencial ofensivo. "Foi expedida guia de lesões para a vítima e o caso seguirá para o Juizado Especial Criminal (Jecrim)", informou a Polícia Civil.

De acordo com a TV Record, os agressores são Miguel Moreira Carmo e Geovane Mercês dos Santos. Ambos não têm passagem pela polícia. Miguel, que é natural de Salvador, mora há cinco anos em Niterói, no Rio de Janeiro e, atualmente, trabalha como entregador de comida. Ao vivo, em breve entrevista ao repórter Marcelo Castro, ele disse estar arrependido: “Estou todo errado”. Já Geovane mora em Sussuarana e trabalha em uma barraca de praia em Patamares.

A equipe da TV Record noticiava um acidente de moto com vítima fatal na Avenida Orlando Gomes, quando os dois homens surgiram intimidando os profissionais. Eles pediram para que a família do rapaz morto não fosse filmada, embora a reportagem estivesse distante do ponto da batida e em via pública. Em seguida, os homens partiram para cima da equipe de reportagem. Durante a confusão, a jornalista Tarsilla Alvarindo levou um soco no rosto. Ela gravou um vídeo em lágrimas e publicou em sua conta no Instagram.

Na porta da 1º DT dos Barris, um familiar de Miguel e Geovane disse que os dois "são trabalhadores e que agiram em um momento de forte emoção devido a perda do primo no acidente de trânsito". Os dois serão soltos ainda nesta segunda. A repórter passará por um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) Nina Rodrigues. 

Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjorba) lamentou a agressão sofrida pela equipe da TV Record e lembrou outro episódio recente de violência contra à imprensa na capital baiana. 

"Trata-se do segundo caso de agressão e ameaça a equipes jornalísticas em cinco dias, no início de 2023, só em Salvador. Após o episódio ocorrido na semana passada, desta vez com uma equipe da TV ARATU, o Sinjorba, a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) decidiram constituir um fórum estadual para acompanhar e prevenir os casos de violência e assédio contra jornalistas no exercício do trabalho profissional", diz trecho do comunicado.

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