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Estreia dos sonhos: cantores celebram 1ª vez em trios no Carnaval de Salvador

Oh Polêmico e Thiago Aquino, novidades e destaques do Carnaval 2023 (Fotos: Marina Silva/CORREIO e Divulgação)


Thiago Aquino e Oh Polêmico foram destaques da festa, arrastando a pipoca 

Dá pra dizer que subir para cantar num trio elétrico durante o Carnaval de Salvador é sinal de que a carreira de um artista está ascendendo, e sua ‘star quality’ ganha realces ainda mais resplandescentes. E esse é o senho de muitos deles, independentemente de serem baianos ou do gênero musical com que se identificam.

O retorno da folia após dois anos de pandemia também simbolizou o ‘Carnaval dos Sonhos’ para os cantores baianos Thiago Aquino, nome de destaque do arrocha, e Oh Polêmico, o cara da vez no pagodão, além da estrela pop fluminense Iza. Enquanto eles comandaram seus respectivos trios, no Circuito Osmar (Campo Grande), já botando uma banca que até os artistas mais veteranos encontram dificuldade de colocar, a cantora já consagrada foi convidada de Carlinhos Brown durante a passagem pelo Dodô (Barra–Ondina).

Arrocha

Segundo Aquino, que é de Feira de Santana, a 108 km de Salvador, essa foi a realização de uma fantasia coletiva. “Não é só o meu sonho: é o sonho de toda a minha família e de todos os artistas tocar no Carnaval de Salvador”, afirmou o cantor e compositor de sucessos como 'Erro Que Dá Certo' e 'Casamento Cancelado'.

Capaz de fazer marmanjo chorar, o jovem feirense de 26 anos não só trouxe sua ‘sofrência’ à capital como também cravou seu nome na folia ao cantar quatro dias seguidos, sempre acompanhado de um público fiel e malemolente. “Eu fiquei mais feliz ainda por ter feito a abertura e estar levando o ritmo arrocha para todo o Brasil”, celebrou ele, que no final de 2022 levou a melhor na categoria Música do Prêmio Baianos do Ano, promovido pelo CORREIO.

Pagodão
Aos 23 anos, o cantor e compositor Deivison Nascimento Santos, mais conhecido como Oh Polêmico, também ‘puxou’ um trio no Carnaval pela primeira vez. Antes, já tinha cantado num dos circuitos alternativos da folia, no bairro do Nordeste de Amaralina.

Para ele, que, anos atrás, vendia cerveja durante o próprio Carnaval, na Barra, a ascensão é ainda mais significativa. “Realizando um sonho de criança que é estar no circuito da Avenida representando Salvador grandão e as pessoas que vêm de fora curtir o Polly", contou, sem polemizar muito.

Um dos hits recentes de Polly, 'Deixa Eu Botar Meu Boneco' concorre, entre as favoritas, ao prêmio de 'Música do Carnaval' do CORREIO Folia. "Tô apostando grandão. Música do Carnaval 2023. A voz do povo é a voz de Deus", declarou o artista, que também é autor de 'Samba do Polly' e 'Cabo C Tá', hits do verão soteropolitano.

O sucesso do jovem pagotraper — como prefere ser definido — foi tamanho que chegou ao outro lado do mundo, na Coreia do Sul: por lá, outro jovem, o influencer Kwon Min-Sung (@dropmeoff_), viralizou nas redes sociais dançando as músicas do baiano.

Já Iza, que não chegou a falar com a imprensa durante sua estreia, na Barra, cantou 'Muito Obrigado Axé', ao lado de Brown. Ainda houve tempo para editar uma parceria com a BaianaSystem. Na companhia de Iza, o cantor Russo Passapusso entoou 'Capim Guiné' e 'Playsom', levando o público à loucura, que sonhava em ver esse momento chegar há dois longos anos.

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