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Prefeitura adia diálogo sobre novo circuito no Carnaval de Salvador, mas Câmara volta a cobrar discussão ampla


 

Seguindo os passos do antecessor Geraldo Jr. (MDB), o novo presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz (PTB), defende que o Legislativo soteropolitano participe das discussões sobre uma eventual criação do circuito da Boca do Rio, o que acabaria com a folia comercial na Barra/Ondina, cujo trecho receberia apenas blocos de fanfarra e bandas de sopro.

Ao Aratu On, ele afirmou que não foi procurado ou sondado pela Prefeitura para debater sobre o tema. “Mas, caso a prefeitura paute este projeto, nós discutiríamos”, afirmou à reportagem.

Em contrapartida, o Palácio Thomé de Souza diz que não pensa sobre o tema no momento. Segundo o presidente da Saltur, principal responsável pelo Carnaval, Isaac Edington, “não há previsão para retorno desta discussão”. “Estamos concentrados em realizar e entregar o Carnaval de 2023”, pontuou.

Para Muniz, caso esta discussão prospere em algum momento, é necessário ouvir demandas e reivindicações dos moradores da Boca do Rio.

A possibilidade emergiu no noticiário no ano passado, após o Conselho Municipal do Carnaval (Comcar) apresentar à Prefeitura um projeto para criação de um novo circuito na Boca do Rio. A solicitação tinha adesão de associações de moradores da Barra e da Ondina, bairros que abrigam o principal circuito da folia soteropolitana.

A possibilidade, por outro lado, gerou reações de artistas, moradores que discordavam da proposta e de entidades de blocos carnavalescos.

Em agosto, o prefeito Bruno Reis (União) sepultou a possibilidade da criação de um novo circuito ainda neste ano. Na ocasião, o chefe do Executivo soteropolitano explicou que não haveria tempo hábil para analisar todo o projeto entregue pelo Conselho. “Ao conversar com nossa equipe ontem, diante da magnitude do projeto e análise que precisa ser feita, não há como dar uma posição se é viável e se dá para colocar todos os serviços: saúde, segurança, toda estrutura montada pela Saltur, sem uma análise mais profunda. Por mais que corrêssemos, não tinha como dar uma resposta com segurança em menos de um mês”, disse, à época.

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