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Transporte: metrô opera mais devagar após furto de cabos e ônibus não entram no Bairro da Paz

Foto: divulgação/CCR Metrô Bahia

Moradores de alguns bairros de Salvador terão dificuldade para se locomover pela cidade nesta terça-feira (7/2). Em decorrência do furto de cabos, os trens do metrô estão operando com intervalo maior entre as estações Aeroporto e Mussurunga. A informação é da CCR Metrô Bahia, que administra o serviço.

Segundo a concessionária, as equipes de manutenção já estão atuando para normalizar a operação na Linha 2. A Linha 1 não foi afetada e segue operando normalmente, no momento.

Além disso, os ônibus também não estão entrando no Bairro da Paz, por motivos de “segurança”. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo, disse à equipe de jornalismo do Grupo Aratu que a associação vai se reunir com a empresa e a polícia para analisar a segurança para o retorno.

EM TEMPO

Na noite dessa segunda-feira (6/2), houve protesto na Avenida Paralela, na altura do Bairro da Paz, sentido aeroporto, o que gerou um grande congestionamento na região. Os manifestantes bloquearam parte da via e queimaram objetos.

Ainda não se sabe a motivação do ato, mas especula-se que há relação com a morte de um jovem, identificado como Fabiano Alves, de 23 anos, morto após abordagem da Polícia Militar (PM). De acordo com a família da vítima, ele foi agredido e executado pelos policiais. Por outro lado, a PM relata uma troca de tiros. A ocorrência aconteceu na madrugada de sábado (4/2).

Segundo dona Marilene, mãe do jovem, ele estava na rua para comprar um lanche, e não estava com drogas no momento da abordagem, apesar de ser usuário de maconha. “Ele não sabe mexer com arma, ele também não tinha nada na hora. Independente de ser usuário ou não, a PM não pode matar alguém assim, tem que conduzir para a delegacia”, afirmou.

A mãe detalhou que estava em casa quando alguns amigos do jovem foram avisar que ele estava sendo levado pela polícia. “Me avisaram e saí correndo, quando cheguei lá, estavam com o joelho no pescoço dele. Jogaram ele no fundo do carro e ele me pediu: ‘por favor, mãe, não deixem eles me levarem’”, detalhou, em depoimento ao repórter Jean Mendes, da TV Aratu.

VERSÃO DA PM

Segundo a PM, as viaturas estavam no local para averiguar uma troca de tiros na localidade, quando após os disparos, avistaram Fabio com algumas escoriações no chão. A PM afirmou que próximos a ele estariam uma arma de fogo e algumas drogas. Ainda conforme as autoridades, ele foi levado até uma UPA. No posto médico, ele foi colocado em uma cadeira de rodas, onde, segundo a PM, ele acabou caindo e batendo a cabeça no chão,e veio a óbito.

VERSÃO DO PAI

Segundo José Roberto, o rapaz é usuário de drogas, mas não foi vítima de nenhuma queda da cadeira, mas sim da ação dos policiais. “Eles bateram no meu filho, rodaram com ele mais de uma hora na viatura. Foi nessa uma hora que executaram ele. Depois empurraram ele da cadeira, para fingir que teria caído.”, disse o homem.

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