Cinco investigados por golpe do falso advogado são presos em operação

Golpe Do Falso Advogado


Operação Falsa Ordem prende quatro investigados em São Paulo por fraudes eletrônicas e golpe do falso advogado. Grupo movimentou mais de R$ 4,2 milhões

Cinco investigados suspeitos de envolvimento no "golpe do falso advogado", fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro, foram presos durante uma ação Interestadual da Polícia Civil da Bahia realizada nesta quarta-feira (27), em São Paulo e no Rio Grande do Norte. De acordo com as investigações, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 4,2 milhões em operações financeiras ligadas aos crimes.

De acordo com a Polícia Civil, três suspeitos foram localizados na capital paulista, um no município de Jaguariúna e um  no município de Cubatão. Ao todo, foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão durante a Operação Falsa Ordem.


Material apreendido

Durante as diligências, os policiais apreenderam celulares, documentos, equipamentos eletrônicos, entorpecentes, balanças de precisão, rádios de comunicação, dois revólveres com numeração raspada e mais de R$ 5 mil em espécie, que passarão por perícia. Entre os materiais encontrados, a polícia destacou uma workstation de alta performance com indícios de utilização nas práticas criminosas investigadas.

As apurações também identificaram um núcleo da organização envolvido em furtos de cartões bancários durante grandes eventos em diferentes estados. Conforme a investigação, integrantes do grupo atuavam como ambulantes e trocavam cartões das vítimas durante pagamentos em maquininhas.

A Polícia Civil informou ainda que as diligências continuam para identificar outros envolvidos no esquema criminoso e aprofundar o rastreamento financeiro da organização.


‘Golpe do falso advogado’

As investigações apontam que os criminosos usavam informações reais de processos judiciais para aplicar o golpe do falso advogado. As vítimas eram procuradas por pessoas que se passavam por advogados ou representantes de escritórios de advocacia e eram induzidas a realizar transferências bancárias sob justificativas falsas, como liberação de valores judiciais e pagamento de custas processuais.

Segundo a polícia, cada integrante tinha uma função específica dentro da organização criminosa. Um dos investigados era responsável por obter dados públicos de processos judiciais para selecionar as vítimas. Outro atuava na lavagem do dinheiro obtido ilegalmente. Já um terceiro suspeito se passava por advogado usando linguagem técnica e informações verdadeiras para enganar as vítimas.


Fraudes eletrônicas e golpes virtuais

As apurações também identificaram um núcleo criminoso envolvido em furtos de cartões bancários durante grandes eventos realizados nas capitais da Bahia, Pernambuco e Paraná. Conforme a Polícia Civil, um dos suspeitos atuava como ambulante e trocava o cartão das vítimas durante pagamentos realizados em maquininhas.

Depois dos furtos, os cartões eram usados para a compra de equipamentos eletrônicos, como videogames, que posteriormente seriam revendidos em uma loja suspeita de receptação em São Paulo.

De acordo com a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), a organização criminosa movimentou mais de R$ 4,2 milhões em operações financeiras relacionadas às fraudes investigadas.

As investigações apontam ainda que o grupo possuía atuação interestadual, com ramificações identificadas também no Rio de Janeiro, Paraná e Pernambuco.

As diligências seguem em andamento, com prioridade para apreensão de aparelhos eletrônicos e documentos que possam auxiliar na identificação de outros envolvidos e no aprofundamento das investigações.

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