Vorcaro alega resistência da PF a delação por provável citação a Andrei Rodrigues


Banqueiro afirmou ao STF que diretor-geral da Polícia Federal seria citado em delação

O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, estaria entre as pessoas citadas em uma eventual delação premiada. Segundo Vorcaro, a participação do chefe da PF seria um dos motivos para a resistência ao avanço das negociações.

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O depoimento foi prestado na última quinta-feira, 27, a pedido do próprio banqueiro, a um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça, relator do caso Banco Master no STF. A oitiva foi registrada em vídeo e em ata.

Durante o depoimento, Vorcaro afirmou que sofreu pressões e supostos maus-tratos com o objetivo de impedir que apresentasse informações contra Andrei. Ele também fez referências a viagens e despesas que teriam sido pagas em favor do diretor-geral da PF, mas não apresentou provas dessas alegações durante a audiência.


Vorcaro relata suposta ameaça em aeronave

Segundo o Metrópoles, na mesma oitiva, o ex-banqueiro afirmou que agentes da Polícia Federal teriam ameaçado jogá-lo de uma aeronave durante uma transferência entre unidades prisionais.

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Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025 e, desde então, passou por diferentes unidades, sendo transportado em algumas ocasiões por aeronaves e helicópteros. Segundo o relato, porém, ele não apresentou detalhes adicionais que permitissem esclarecer a suposta ameaça.

Diante da ausência de informações complementares, a afirmação foi considerada exagerada por pessoas que acompanhavam o depoimento.

O banqueiro também relatou supostas intimidações, tortura psicológica e tratamentos desumanos durante transferências entre presídios.


PF e PGR não participaram da oitiva

A Polícia Federal não esteve presente na audiência. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também não participou, embora o Ministério Público Federal tenha enviado um representante

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Vorcaro afirmou ainda que, sempre que as negociações para uma possível delação avançam, alguém próximo a ele acaba sendo punido. Como exemplo, citou o pai, Henrique Vorcaro, preso em 14 de maio deste ano e que, segundo o relato, permanece detido.

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