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11 de julho de 2020

Jovem de 28 anos, preso por 10 gramas de maconha, morre após contrair coronavírus na prisão

Jovem de 28 anos, preso por 10 gramas de maconha, morre após contrair coronavírus na prisão
Lucas Morais de Trindade, de 28 anos, morreu vítima da Covid-19 no presídio de Manhumirim, em Minas Gerais. Ele estava preso desde 2018 pelo porte de 10 gramas de maconha e, embora a defesa tenha tentado dois habeas corpus, ambos foram negados. A informação, divulgada pelo UOL nesta sexta-feira (10/7), foi repercutida após o STF conceder habeas corpus a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, e sua esposa, mesmo que ela ainda esteja foragida.
Apesar de o atestado de óbito de Lucas constar o coronavírus como causa da morte, com confirmação via teste rápido, a direção da penitenciária afirmou que o caso ainda está sob investigação. A própria Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), também afirma que ele foi diagnosticado com o vírus no mês passado. "Até a última sexta-feira (3/7), [Lucas] não apresentava qualquer sintoma da doença. Também não tinha histórico de outras doenças, nem fazia uso contínuo de medicamentos. Na manhã do último sábado (4/7), Lucas desmaiou na cela e foi imediatamente encaminhado, desacordado, para atendimento médico no hospital Padre Júlio Maria, em Manhumirim, onde veio a óbito", diz a nota.
Segundo a reportagem, ele estava preso de forma preventiva (quando não há prazo para o fim da prisão), e foi condenado em primeira instância. O juiz, no entanto, decidiu manter a prisão preventiva. O jovem permaneceu detido por quase um ano sem julgamento. Os familiares de Lucas não foram avisados pela direção do presídio sobre a Covid-19. No último dia 2 de julho, uma lista com o nome dos internos que estariam com a doença foi divulgada, e constava o nome de Lucas. Dois dias depois, ele passou mal e morreu.
"Eu não recebi, até agora, uma semana após a morte do Lucas, nenhum contato das autoridades competentes. Nem mesmo do presídio, da secretaria de segurança, nada", disse o advogado dele, Felipe Peixoto. Ainda de acordo com o UOL, 159 dos cerca de 200 detentos no presídio de Manhumirim foram diagnosticados com Covid-19, ou seja, 80% do total. 

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