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04 janeiro, 2021

Secretária de Saúde adota medidas emergenciais para reabilitar atendimento; Entenda

Registros do HACM/ Foto: Fábio Bouzas
Redação por Bereu News

A saúde é o bem mais precioso que qualquer ser humano pode ter, e não há dinheiro no mundo capaz de comprá-la. Prover saúde pública de qualidade significa garantir e respeitar a dignidade de cada cidadão que integra e constrói a sociedade. 


No discurso de posse da prefeita Tânia Yoshida os problemas foram apresentados, e comprovados detalhadamente; principalmente o estado caótico que se encontrava o Hospital Municipal Antônio Carlos Magalhães (HACM).

Mitsue Yoshida, Secretária de Saúde/ Foto: Bereu News

Na manhã desta segunda-feira (04/01), o Portal Bereu News entrevistou a nova Secretária de Saúde, Mitsue Yoshida, que na oportunidade relatou as dificuldades e ações adotadas para resolver os impasses causado pela (in)transição da gestão anterior.

Segundo Mitsue, a situação é lamentável principalmente por se tratar da área da saúde, e as medidas se tornam mais urgentes por conta do assistencialismo público e monitoramento do COVID-19.

Desorganização, testes vencidos e falta de medicamentos foram as primeiras constatações após acesso as unidades de saúde. Além do acumulo de sujeiras, paredes mofadas, infiltrações, e falta de estoque vem a ausência de lençóis no hospital municipal. "É desumano, lençol que está usando hoje não tem como trocar, teremos que terceirizar um local urgente para mandar lavar as roupas, pois não podem ficar acumulado", explicou.

As exposições nos setores de saúde oferecem riscos aos próprios pacientes, e no que diz respeito ao atendimento público este deve ser ofertado com qualidade.

Secretaria de Saúde/ Foto: Bereu News

Mitsue informou que a Secretaria de Saúde (Posto do Centro) foi acessada com muitas dificuldades. Nem todas as chaves estavam disponíveis, havia equipamentos desligados, muita sujeira, portas tiveram que ser arrombadas, e a transição começou de maneira tensa devido aos empecilhos deixados pela gestão anterior.

Lixos encontrados na sala de endemias 

“Encontramos a saúde totalmente sucateada, não só aqui como no hospital, o fluxo do Covid está todo desorganizado, podemos afirmar que o covid está passando por dentro do hospital todo,pois não havia fluxo direcionado para o covid,o encontramos desta forma, então assim fica muito complicado; levaremos em torno de 15 a 30 dias para tentar organizar isso, para dar um serviço de qualidade com dignidade para o paciente, porque, nesse momento, eu acho que a coisa mais importante é a gente pensar no bem estar de cada munícipe que aqui procura o serviço de saúde,” declarou.

Ainda sobre o Covid, ela reitera que o atendimento foi suspenso desde o dia 31/12, o que dificultou a divulgação dos boletins epidemiológicos. "Iremos consultar o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) para averiguar o resultado dos exames realizados recentemente, principalmente no mês de dezembro. No dia 01 visitei o hospital, e fui informada de um óbito por Covid na noite anterior (31), uma situação como está só nos faz lembrar o quanto a atenção deve ser priorizada principalmente no momento de total atenção como o que estamos vivendo", completa.

Centro de Referência ao Covid

A falta de acesso à informação também foi um pontos citados pela secretária, listas e dados essenciais para o desencadeamento da situação foram negados. No geral se trata dos pacientes da Hemodiálise, quimioterapia, fisioterapia, marcação de exames em outros municípios, e pacientes monitorados por suspeita e acompanhados para tratamento do COVID-19.

Equipes estão acelerando a organização dos PSF's para atendimento ao público, Mitsue viabiliza possíveis aberturas a partir desta quarta-feira (06/01). O Centro de Referência ao Covid-19 estará em reforma por conta da necessidade emergente de estruturação,os equipamentos já estão sendo deslocados no hospital para criar uma área somente para covid.

Criticada por ser filha da prefeita e ser nomeada secretária de saúde, Mitsue Yoshida, esclarece que sabe de suas titularidades e competências, e isto não interfere em parentesco.

"Não tenho problema nenhum, tenho minhas titularidades, e consciência que sempre estive a frente desta parte da saúde nas outras gestões da prefeita. Conheço a saúde de Conceição do Jacuípe e analiso muito bem as medidas de todas as outras gestões, a prefeita sempre me coloca em uma secretaria não é por questão de apadrinhar parentesco, mas por capacidade. Auto me reconheço e não preciso falar de titularizações, por que me sinto apta para assumir qualquer secretaria, seja saúde, educação ou qualquer uma, fico na área da saúde porque muita gente conhece meu trabalho e estilo de coordenar, gosto das coisas organizadas e acessíveis para qualquer eventualidade; sou Secretária de Saúde do povo, por que também sou servidora pública, assim como qualquer outro funcionário", defende.

A secretária finaliza pedindo a colaboração da população para um breve aguardo de organizações, e reitera que o atendimento no Hospital ACM segue funcionando normalmente, e em curto prazo terá ampliação no número de funcionários para garantir melhor atendimento, e eficácia em assistencialismo.

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