Bolsonaro critica medidas de isolamento realizadas por governadores e diz sofrer ataques; "sou imbrochável"


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar o isolamento físico ordenado por governadores para conter o avanço mais forte do coronavírus no país. Ele disse nesta sexta-feira (26/2) que a população brasileira não “consegue mais ficar dentro de casa” durante a pandemia da Covid-19. A declaração foi feita em cerimônia para retomada de obras paradas em Tianguá, no Ceará.

“O povo não consegue mais ficar dentro de casa. O povo quer trabalhar. Esses que fecham tudo e destroem empregos, estão na contramão do que o povo quer.  Não me critiquem. Vá para o meio do povo mesmo depois das eleições”, disse o presidente ao criticar governadores que adotam medidas de restrição para conter o alastramento da pandemia. Na Bahia, por exemplo, foi decretado um lockdown até segunda-feira (1/3).

O presidente também mencionou sofrer "ataques todos os dias", mas que isso não vai o fazer desistir. "Eu sou imbrochável. Tenho certeza de que quando deixar o governo, entregarei um Brasil muito melhor do que aquele que recebi em janeiro de 2019", afirmou

Na quinta-feira (25/2), em sua live semanal, o chefe do Executivo afirmou ter lido que o uso das máscaras, recomendadas pelas autoridades de saúde para reduzir a exposição a partículas que propagam o vírus, poderia causar “irritabilidade, dor de cabeça, dificuldade de concentração, diminuição da percepção de felicidade, recusa a ir para escola ou creche, desânimo, vertigem e fadiga” em crianças.

Bolsonaro atribui a descoberta do que chamou de “efeitos colaterais das máscaras” a uma universidade alemã cujo nome não foi revelado. “Não vou entrar em detalhes, porque tudo deságua de crítica em cima de mim. Tenho minha opinião sobre máscara, cada um tenha a sua, mas a gente aguarda um estudo mais aprofundado sobre isso por parte de pessoas competentes”, declarou.

A crítica do presidente marca a data em que o Brasil completou 1 ano do 1º caso de Covid-19, registrado em 26 de fevereiro de 2020. Nesta quinta-feira, o Brasil ultrapassou a marca de 251 mil mortes pela doença, segundo o Ministério da Saúde.

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