Atriz de 35 anos revela como se descobriu assexual: “Fazia sexo para agradar as pessoas”

Priscilla Avila é atriz e se descobriu assexual aos 29 anos Imagem: Divulgação

“Sou uma atriz de 35 anos, assexual e vista como uma mulher sensual. Sou boa em dançar, tenho lábios grandes, tudo que é considerado o estereótipo da sensualidade. Sinto uma força sensual em mim, mas isso não significa uma questão sexual, é pela beleza da vida. Descobri minha sexualidade em 2017, quando fiz um roteiro sobre as prostitutas do Rio de Janeiro e, depois, resolvi fazer um sobre pessoas assexuais. Até hoje, tenho algumas dúvidas, porque é difícil se conhecer inteiramente. Mas, quando passamos dos 30, as coisas mudam. Antes, você vai mais pela opinião dos outros, de namorado falando coisas que fazem você pensar que é doida. Mas a terapia também ajudou nisso.


Descobri minha sexualidade em 2017, quando fiz um roteiro sobre as prostitutas do Rio de Janeiro e, depois, resolvi fazer um sobre pessoas assexuais. Até hoje, tenho algumas dúvidas, porque é difícil se conhecer inteiramente. Mas, quando passamos dos 30, as coisas mudam. Antes, você vai mais pela opinião dos outros, de namorado falando coisas que fazem você pensar que é doida. Mas a terapia também ajudou nisso. Quando fiz o roteiro dos assexuais, eu já tinha interesse pelo tema, porque me sentia estranha. A maioria dos meus relacionamentos era à distância, por exemplo, principalmente depois de 2008, em que tive um namorado abusivo, o que foi bem traumático. Para mim, esse negócio de tocar, de ficar muito junto… Não gostava.


Desde os 10 anos, eu era abusada. Nasci em Minas Gerais e cresci em Itabuna (BA), onde comecei a fazer teatro. Na escola, os meninos me trancavam numa sala para tocar meus seios e minha vagina por muitas vezes. No início, achei que a assexualidade era mais um trauma de homens do que sexual. Cheguei a ter desejo por mulheres, mas também não gostava muito. Namorei homens, e eles falavam ‘Você vai se liberar’, achavam que iam me ‘consertar’. Eu sinto toda a questão física com a estimulação e consigo me masturbar. A pessoa assexual não é frígida. Consigo a estimulação com outras pessoas, mas isso não significa que eu queira. E percebi que fazia isso mais para agradar os outros do que eu mesma. Inclusive, acho até melhor a estimulação sozinha.”

Poste um Comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem