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31 agosto, 2021

Ex-namorado de mulher encontrada morta em Feira será ouvido pela polícia fora da BA

Gabriela Jardim Peixoto havia sumido seis dias antes;  ela foi vista pela última vez em companhia do ex. Ele informou à polícia que está em outro estado



Gabriela foi vista pela última vez no dia 22 de agosto ao lado do ex-companheiro; Pai da filha de Gabriela procurou a polícia para falar do desaparecimento 


A Polícia Civil segue as investigações sobre a morte de Gabriela Jardim Peixoto, de 35 anos. A mulher foi encontrada morta, no último sábado (28), em um matagal às margens da BR-116, na zona rural de Feira de Santana. Ela havia sumido seis dias antes. Gabriela foi vista pela última vez no dia 22 de agosto, ao lado do ex-companheiro, que atuava como médico na cidade. 


O homem, que ainda não teve a identidade divulgada, será ouvido pela polícia. Ele está fora da Bahia e deve ser ouvido no local onde se encontra. De acordo com a delegada Klaudine Passos Silva, titular da 1ª Delegacia Territorial, responsável pelas investigações, foi traçado um roteiro dos últimos passos de Gabriela ao lado do ex-companheiro.


A queixa do desaparecimento foi registrada pelo ex-marido de Gabriela, que também é pai da filha da vítima, que reside em Salvador. As informações são do Acorda Cidade.


“Nós tivemos uma ocorrência policial registrada na segunda-feira, e na terça iniciamos as investigações, roteirizamos toda a trajetória da Gabriela, de que ela parou em um posto de combustível, estacionou o veículo de maneira errada e foi advertida pelo frentista. Desembarcou do veículo e abraçou o motorista de um veículo Frontier, que já estava no posto e falava muito alto, segundo o frentista. Após se abraçarem, eles conversam pouco e saem do posto e vão para o outro lado da cidade, na Avenida Fraga Maia, onde ficaram lá em um estabelecimento comercial. Posteriormente, eles saem juntos, à bordo dessa Frontier e as investigações apontam que esse carro passou pela BR-116 Norte, sentido Santa Bárbara, por volta de 1h, retornando por volta das 2h. Isso nos deu um alerta muito grande. O casal teria ido a algum lugar, teria desistido, aconteceu alguma coisa”, contou a delegada.


Klaudine Passos relatou que nenhum familiar da vítima e nem o ex-companheiro foram até a delegacia antes do corpo ser encontrado para prestar qualquer depoimento. Apenas o ex-marido, que desde terça-feira, teria colaborado com as investigações.


“A dificuldade da investigação até o sábado era que nenhum familiar da senhora Gabriela e do ex-companheiro compareceram à unidade policial. Nós tínhamos apenas uma ocorrência policial registrada pelo ex-marido, que desde terça-feira deu um norte sobre quem seria a senhora Gabriela e os relacionamentos que ela teria na cidade, de maneira precária, porque ele mora em Salvador. Mas as investigações de maneira muito salutar e muito rápida conseguiram trazer aos autos que na verdade esse desaparecimento ia se desencadear sim num homicídio, que a gente não descarta a possibilidade de ser um feminicídio”, afirmou.


Segundo a delegada,  as investigações apontam que o ex-companheiro da vítima já não estava na cidade quando houve o registro da ocorrência, feita pelo ex-marido. O homem deve ser ouvido em outro estado. O local não foi revelado pela delegada. 


“Ele já teria saído inclusive do estado. Foi tentado contato por telefone com ele, que informou de maneira tranquila que não estava na cidade. Dissemos sobre a necessidade da sua oitiva e ele se colocou à disposição para ser ouvido no local onde está.”


A delegada ainda afirmou que as investigações já estão sendo finalizadas e que medidas cautelares devem ser tomadas.


“As medidas cautelares agora são necessárias para melhor elucidação desse fato, não se está aqui apontando a autoria, até porque não é o momento. Mas informo que a situação já está bem avançada e em pouco tempo teremos uma resposta, e vamos tentar demonstrar a autoria e a motivação. Não descartamos nenhuma possibilidade. Prisões preventivas ou temporárias podem ser representadas a qualquer momento. Trata-se de uma pessoa que estudou na Bolívia e atuava aqui em Feira de Santana. Estamos ouvindo pessoas que estavam próximas à senhora Gabriela”, disse a delegada.

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