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15 novembro, 2021

Guedes mente em Dubai e diz que Brasil cresce "acima da média mundial"

Produto Interno Bruto brasileiro despencou 4,1% em 2020, a pior queda em 24 anos


O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse a empresários em Dubai, nos Emirados Árabes, que o Brasil cresce "acima da média mundial", e atribuiu o suposto bom desempenho ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A A afirmação contraria dados e projeções do mercado financeiro e de entidades como o FMI (Fundo Monetário Internacional),


 "O Brasil foi uma das economias que menos caíram, voltaram mais rápido, criaram mais empregos, e estamos crescendo, também, acima da média mundial", afirmou Guedes na abertura do Fórum Invest in Brasil, evento que é parte da viagem oficial do presidente ao Oriente Médio.


"Isso, graças à orientação do nosso presidente de não deixar nenhum brasileiro para trás durante a pandemia", acrescentou o ministro.


Ainda segundo ele, o Brasil teve um bom desempenho econômico na pandemia e as reformas no país seguem em andamento.


O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro despencou 4,1% em 2020, a pior queda em 24 anos. O baque foi menor do que a de países como México (-8,3%), Índia (-6,8%) e Colômbia (-6,8%), mas maior que a de outros, como Estados Unidos (-3,5%) e Coreia do Sul (-1%).


Em 2021, porém, as projeções para a economia foram piorando ao longo do tempo, com a aceleração da inflação, que já passa de 10% em 12 meses, o aumentos dos juros, os números altos de desemprego (13,2%) e o temor de descontrole das contas públicas, com o governo patrocinando projetos que acarretam em calote de dívidas e furo no teto de gastos.


No discurso, Guedes afirmou que o Brasil "está crescendo 5,5% este ano".


A previsão de economistas ouvidos pelo Banco Central é que a economia brasileira cresça 4,93% em 2021. O FMI prevê crescimento de 5,2%, abaixo da estimativa para o crescimento global, de 5,9%, e para a América Latina e o Caribe, de 6,3%.


Se a previsão se confirmar, o Brasil ficará na última colocação entre os 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia.

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