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Colapso iminente de mina pode gerar buraco gigante em Maceió



Minas de sal-gema são exploradas pela empresa Braskem, a mesma responsável pelo afundamento de pelo menos cinco bairros na cidade anos atrás. Confira os riscos

Após mais de cinco anos do afundamento de bairros de Maceió (AL), a Defesa Civil da cidade voltou a alertar moradores de que uma das minas de sal-gema está em “risco iminente de colapso”. Caso ocorra, uma cratera gigante se abrirá na superfície em uma área desabitada do bairro do Mutange, na capital alagoana.

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As minas são exploradas pela empresa Braskem, a mesma responsável pelo afundamento de pelo menos cinco bairros na cidade anos atrás. Após este novo alerta, os trabalhadores da mina foram retirados.

A Defesa Civil explicou que tremores de terra registrados nos últimos dias agravaram a situação da região. “Por precaução e cuidado com as pessoas, reforçamos, mais uma vez, a recomendação de que embarcações e a população evitem transitar na região”, afirmou o órgão.

Em nota, a Braskem afirmou que o sistema de monitoramento do solo registrou “microssismos e movimentações atípicas” em um local específico nas proximidades do Mutange.

Além disso, o Ministério Público Federal pediu explicações à companhia sobre a possibilidade de colapso na mina.  Órgão afirmou ainda que, neste momento, recomenda “a intensificação de todas as medidas de proteção das pessoas e de comunicação à sociedade”.

A prefeitura decretou situação de emergência na cidade por 180 dias. Assim, pelo quadro emergencial, todos os órgãos que integram a Administração Pública vão atuar conjuntamente em ações de resposta ao desastre. Principalmente no atendimento à população atingida, reabilitação das áreas atingidas e reconstrução.

Além disso, a prefeitura de Maceió ainda autoriza a convocação de voluntários para reforçar as medidas e iniciar mobilizações, com campanhas de arrecadação de donativos e recursos junto à comunidade, para facilitar as ações de assistência e dar uma resposta rápida aos afetados.


Relembre o desastre em Maceió

As minas da Braskem em Maceió são cavernas abertas pela extração de sal-gema durante décadas de mineração na região. Importante lembrar que o sal-gema pode ficar até mil metros de profundidade e demanda escavações pesadas para ser alcançado. Ou seja, a atividade pode desestabilizar o solo.

No caso de Maceió, a exploração foi desenfreada: a Braskem abriu 35 minas no subsolo para extrair sal-gema durante os últimos 40 anos.

Por causa dos tremores de terra e o afundamento dos bairros que começou em 2018, essas cavernas estavam sendo fechadas desde 2019. Nesta época, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) confirmou que a atividade realizada havia provocado o fenômeno de afundamento do solo na região. Isso obrigou a interdição de uma série de bairros da capital.

Em julho de 2023, a prefeitura da cidade fechou um acordo com a empresa. Assim, assegurando ao município uma indenização de R$ 1,7 bilhão em razão do afundamento dos bairros.

Juntamente com isso, a administração municipal afirmou que os recursos serão destinados à realização de obras estruturantes na cidade e à criação do Fundo de Amparo aos Moradores (FAM).

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