Justiça proíbe governo federal de fazer propaganda do 'Kit Covid'

Créditos da foto: Agência Brasil



 A Justiça Federal de São Paulo proibiu, na noite de quinta-feira (29/4), que a Secretaria Especial de Comunicação Social do governo federal promova campanhas publicitárias com a defesa do tratamento precoce contra a Covid-19, que utiliza medicamentos sem eficácia comprovada para a doença.


De acordo com o site UOL, a decisão da juíza Ana Lucia Petri Betto também determina que os quatro influenciadores contratados pelo governo para defender o "tratamento precoce" em suas redes sociais se retratem publicamente.


“Defiro a tutela provisória de urgência, para que a Secom se abstenha de patrocinar ações publicitárias, por qualquer meio que seja, que contenham referências, diretas ou indiretas, a medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19, especialmente com expressões como ‘tratamento precoce’ ou ‘kit Covid’ ou congêneres”, assinalou a  juíza federal Ana Lúcia Petri Betto, da 6ª Vara Cível Federal de São Paulo.


A liminar também obriga a retratação pública dos quatro influenciadores contratados pelo governo para defender o "atendimento precoce" em suas redes sociais.


“[Que] a SECOM se abstenha de patrocinar ações publicitárias, por qualquer meio que seja, que contenham referências, diretas ou indiretas, a medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19, especialmente com expressões como 'tratamento precoce' ou 'kit-Covid' ou congêneres”, pontuou.


Com a sentença, a União e os influenciadores que participaram da campanha têm 48 horas para se retratar. A reportagem do Uol aponta que o governo orientou a ex-BBB Flávia Viana (2,5 milhões de seguidores) e os influenciadores João Zoli (747 mil), Jéssika Taynara (309 mil) e Pam Puertas (151 mil) a publicarem seis stories no Instagram afirmando ser "importante que você procure imediatamente um médico e solicite um atendimento precoce" caso sentisse sintomas de Covid-19.


O tema também será investigado pela CPI da Covid no Senado Federal. Governistas tentam incluir nos depoimentos médicos que defendem os medicamentos para justificar a defesa do governo com base em profissionais da saúde.

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