Candidatos à Câmara cobram até R$ 1 milhão para entrar em partido

Legendas tentam atrair candidatos que, mesmo com chances remotas de vitória, podem ajudar as estrelas das legendas na eleição


Diferentemente das eleições a cargos do Executivo e ao Senado, o voto na eleição de deputado federal não é majoritário, e sim proporcional

 

A quase dois meses das eleições e com muitas chapas majoritárias já oficializadas, diversos candidatos ao legislativo têm feito um “leilão” para saber por qual partido vão disputar o pleito programado para 2 de outubro.

 

A quase dois meses das eleições e com muitas chapas majoritárias já oficializadas, diversos candidatos ao legislativo têm feito um “leilão” para saber por qual partido vão disputar o pleito programado para 2 de outubro.

 

Há candidatos a deputado federal que cobram até R$ 1 milhão para entrar em um partido que tenha interesse na parceria, apontou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. “O cara não tem expressão, tem 25 mil votos, não ganha eleição em partido nenhum. E diz ‘quero vender esses votos e vou para o seu partido, quanto você me dá de dinheiro?'”, disse o presidente do Partido da Mobilização Nacional (PMN) em Minas Gerais, Agnaldo Oliveira.

 

O dinheiro das negociatas, segundo pessoas que têm informações dos bastidores, vai além do que está disponível no fundo partidário, que é a verba legal para financiamento das campanhas. O candidato que negocia sua entrada no partido, oferecendo os votos que vai receber, é conhecido como “escadinha”.

 

 No entanto, muitos dos candidatos “escadinha” sabem que dificilmente se elegerão. Seus votos, no entanto, podem ser importantes para a vitória dos principais nomes do partido, já que na eleição para a Câmara dos Deputados, diferentemente das eleições a cargos do Executivo e ao Senado, o voto não é majoritário, e sim proporcional. Ou seja, ganhar mais votos não garante a vitória e as legendas que mais forem lembradas nas urnas terão mais parlamentares eleitos.

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