| Por Joab Vitorino - Bereu News / Imagem: IA |
O Airsoft tem ganhado cada vez mais adeptos no Brasil e no mundo, consolidando-se como um esporte de simulação tática que vai muito além da aparência militar. Baseado em estratégia, trabalho em equipe e regras rígidas de segurança, o Airsoft é praticado em ambientes controlados e segue normas específicas que garantem a integridade física dos participantes e o respeito à legislação vigente.
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O Airsoft surgiu no Japão, no início da década de 1970, como alternativa legal para entusiastas de armas que, diante das rígidas leis japonesas de controle de armamentos, buscavam uma forma segura de praticar tiro esportivo e simulações. As primeiras réplicas utilizavam projéteis plásticos de baixa energia, o que possibilitou a expansão da prática sem riscos elevados.
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Com o passar dos anos, o esporte ultrapassou fronteiras e se espalhou pela Europa, Estados Unidos e outros países, passando a ser organizado em clubes, associações e campos especializados, com regras próprias e formatos variados de jogos.
O Airsoft é um esporte de simulação militar e estratégica em que os participantes utilizam réplicas de armas reais que disparam esferas plásticas, conhecidas como BBs, geralmente de 6 milímetros. O objetivo das partidas varia conforme o cenário proposto, podendo envolver missões de captura, defesa de pontos estratégicos, resgate de reféns ou eliminação de equipes adversárias.
Diferente de outros esportes competitivos, o Airsoft é baseado no chamado “sistema de honra”, no qual o próprio jogador declara quando foi atingido e se retira da ação conforme as regras estabelecidas.
No Brasil, o Airsoft é permitido, porém regulamentado. As réplicas não são classificadas como armas de fogo, mas são consideradas itens controlados. A legislação determina que esses equipamentos possuam ponta laranja ou vermelha para identificação visual, evitando confusão com armas reais.
A prática é restrita a maiores de 18 anos, salvo em casos de menores acompanhados por responsáveis, conforme regras de cada campo. O transporte das réplicas deve ser feito de maneira discreta, desmuniciadas e acondicionadas em bolsas ou cases apropriados. O uso em vias públicas ou locais não autorizados é proibido.
Também é vedada qualquer modificação que aumente a potência dos equipamentos acima dos limites permitidos, o que pode resultar em apreensão e sanções legais.
As partidas de Airsoft são realizadas em campos próprios, áreas rurais, galpões ou espaços urbanos controlados, sempre com autorização. Antes do início dos jogos, os organizadores promovem um briefing, onde são explicadas as regras, objetivos da missão, limites de potência das réplicas e áreas de segurança.
Os jogadores são divididos em equipes e cumprem funções específicas dentro do cenário proposto, como ataque, defesa, reconhecimento ou apoio. A comunicação e a coordenação são elementos essenciais para o sucesso das missões.
Regras e disciplina em campo
A segurança é prioridade absoluta no Airsoft. O uso de equipamentos de proteção ocular é obrigatório durante toda a permanência na área de jogo. Em muitos campos, também é exigida proteção facial completa.
As réplicas passam por testes de velocidade, conhecidos como cronografagem, para garantir que estejam dentro dos limites seguros. Há ainda regras de distância mínima para disparos, evitando tiros a curta distância que possam causar ferimentos.
O comportamento dos jogadores também é rigidamente observado. Desrespeito às regras, agressividade, discussões ou atitudes antidesportivas podem resultar em advertências ou expulsão do jogo.
Como agir antes, durante e após as partidas
Antes de entrar em campo, o jogador deve conferir todo o equipamento, participar do briefing e respeitar as orientações da organização. Durante o jogo, é fundamental manter a conduta ética, respeitar adversários e companheiros de equipe, além de comunicar qualquer situação de risco.
Após o término das partidas, as réplicas devem ser descarregadas, travadas e guardadas adequadamente. O espírito esportivo deve prevalecer, reforçando que o Airsoft é uma atividade recreativa e coletiva.
Esporte, não violência
Apesar da estética militar, o Airsoft não promove violência. Trata-se de um esporte que valoriza disciplina, autocontrole, estratégia e convivência social. Quando praticado dentro das normas, é considerado seguro e contribui para o desenvolvimento do trabalho em equipe e do respeito mútuo.
O crescimento da modalidade no Brasil reforça a importância da informação correta, da fiscalização e da responsabilidade dos praticantes, garantindo que o Airsoft continue sendo reconhecido como esporte e não como ameaça à segurança pública.