| Por Joab Vitorino - Bereu News |
O senador Angelo Coronel oficializou sua saída do PSD e anunciou que disputará a reeleição ao Senado Federal integrando o bloco de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, ambos do PT. A decisão consolida o rompimento com a base governista baiana e encerra uma crise interna que se arrastava há meses dentro do grupo aliado.
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Em entrevista ao Broadcast Político, Coronel afirmou que foi isolado politicamente dentro da legenda e relatou ter sofrido pressão para deixar o partido. Segundo o senador, o presidente estadual do PSD, Otto Alencar, avaliou que sua permanência se tornou insustentável diante do impasse envolvendo a formação da chapa majoritária para as eleições.
Coronel afirmou que a escolha pela oposição não foi planejada inicialmente, mas acabou sendo consequência direta do tratamento recebido durante as negociações internas. “Se o próprio governo não me quis, por que vou querer votos?”, declarou, ao confirmar o rompimento com o grupo político que ajudou a elegê-lo em 2018.
Sobre o novo destino partidário, o senador disse que a possibilidade mais concreta é a filiação ao União Brasil, legenda que faz oposição ao governo Lula na Bahia e que tem o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, como principal liderança no estado. Coronel informou que aguarda uma conversa com Neto e que pretende ouvir aliados antes de tomar a decisão final.
Além do União Brasil, o parlamentar revelou que mantém diálogo com outras siglas, como o PSDB, o Democracia Cristã e o PRD, buscando construir um novo caminho político para a disputa eleitoral.
Eleito senador em 2018 ao lado de Jaques Wagner, Angelo Coronel chegou ao Senado por meio da aliança entre PT e PSD firmada na Bahia durante o governo Rui Costa. Com sua saída do PSD e a migração para a oposição, o cenário político baiano ganha um novo redesenho, enquanto o PT passa a buscar alternativas para recompor sua base e definir os nomes que disputarão as vagas ao Senado na próxima eleição.